12 de janeiro de 2009
The unseen footage of the lyre bird
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10 de janeiro de 2009
NIN party + JC
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Tirado do NINPartySP:

Ano novo. Formação nova.

E os fans estão com tudo. Gravando vídeos. Montando DVD’s. Assinando livros. E, é claro, organizando festas.

Então pergunto: que tal mais uma Nine Inch Nails Party SP?

O Heitor e eu (Roger) ficamos muito felizes com o resultado da nossa “light 001″. Queremos que a “light two” seja maior, melhor e sem cortes.

Primeiro, queremos uma banda. Então, não poderemos repetir a dose no AkBar. Estamos procurando um local que tem palco. Já nos foi sugerido casas da região da Augusta. Tive muita dificuldade da primeira vez. Ninguém deu bola. Quem sabe agora, com CV, consigamos algo. E como antes, aceitamos sugestões. Lembrem-se: precisa ter palco. Precisamos também decidir a banda. Me sugeriram a Jimi Crowley Band. Que tal? Também, aceitamos sugestões.

Segundo, “Mementos from Lights In The Sky”. Tivemos muitos veteranos de guerra que lutaram, voaram e nadaram para conseguir assistir pelo menos um dos shows. Queremos montar um “memorial” para estes heróis. Todos que tiverem fotos, videos, lembranças da turnê entrem em contato conosco pelo e-mail ninpartysp@gmail.com com o assunto “Mementos from LITS”. Tentaremos compilar tudo de uma forma legal para deixar rolando no lounge.

Terceiro, data. Achamos que o dia 13 de fevereiro seria uma data poética. SEXTA-FEIRA! Uma semana antes do carnaval. Ainda tem um mês para acertarmos tudo (o que não é muito tempo), e tudo depende da agenda dos locais.

Agora é com vocês. Façam o forum ferver com idéias que faremos o melhor para torná-las reais. A primeira festa não teria acontecido sem vocês.

PS: Obrigado à Camila pelo aviso.



Escrito às 22:07 | Link | | Comments (1)
8 de janeiro de 2009
Being a fan of NIN is…
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Ultimamente os fãs de Nine Inch Nails (NIN) não tem muito do que reclamar.

Ano passado a banda lançou dois álbums “for free”. O primeiro álbum da safra foi Ghosts I, que estava disponível para download através do site e do PirateBay, o maior portal de torrents da internet. Como o nome sugere, existem outros Ghosts. O álbum completo, Ghosts I-IV, esta à venda por U$ 5 (álbum digital), U$ 10 (CD duplo), U$ 75 (CD duplo + DVD + Blu-Ray) e U$ 300 (edição de luxo, limitada). Todas as 2500 cópias da edição de luxo foram vendidas no mesmo dia, e todas foram autografadas por Trent Reznor, que é a banda.

Alguns meses depois pipoca no site oficial o download o álbum The Slip, que soa bem como uma brincadeira de estúdio. O próprio Trent disse que fez o álbum porque estava feliz com a nova situação. Com um álbum independente que foi sucesso de vendas, ele viu que os seus fãs realmente o apóiam e decidiu dar esse presente. Bom, não é qualquer banda independente que vende 2500 cópias de uma edição que custa U$ 300 em menos de 24 horas. Este sim é completamente grátis, basta fazer um cadastro no site e esperar o link de confirmação para baixar o disco completo. Quem quer a versão física, pode encontrar na Amason por U$ 17, e vem de brinde um DVD contendo a filmagem de 5 músicas durante os ensaios.

Pra quem ainda não sabe, o NIN teve um longo e desgastante relacionamento com as gravadoras TVT e Interscope. Ser independente hoje em dia significa você entregar para os fãs as músicas do jeito que você quer, ao contrário de um contrato, onde a gravadora decide o que lançar. Em 1997 o NIN lançou um VHS duplo chamado Closure, que foi passado para o formato digital em 2004 em um pacote contendo um DVD duplo com 90 minutos de extras. A Interscope não achou interessante lançar, e levou pra geladeira, onde permaneceria até hoje se alguém não colocasse pra download (disco 1 e disco 2) em um famoso site de torrents. Este foi o começo do fim da relação da banda com a gravadora, cujo contrato foi encerrado em 2007. A gravadora ainda tinha direito a um The Best of, e miraculosamente apareceu no mesmo site de torrents os álbums The Definitive NIN: Quite Tracks, Deep Cuts e The Singles. Bom, até agora a Intersope não lançou o tal álbum de grandes sucessos do NIN.

Após o lançamento do álbum The Slip, o NIN começou uma grande tour pelo mundo. Com um dos melhores shows de todos os tempos, ao menos em termos de tecnologia, a banda decidiu gravar 3 shows para fazer um DVD. O problema é que, com excessão do material lançado em Ghosts I-IV e Slip, todas as músicas precisam de licença da antiga gravadora. Como Trent e companhia já havia contratado uma equipe pra filmar, já havia entrado em contato com o diretor James Cameron (Alien, Exterminador do Futuro 2 e Titanic) para dar um rumo ao projeto. Então, com o pedido de lançamento negado pela Interscope (reza a lenda que a gravadora queria os direitos do material para lançá-lo), o quê fazer com esses 400GB de material? Colocar num HD e jogar no fundo do mar para as gerações futuras encontrarem? Bom, se não estivéssemos falando de Trent Reznor, provavelmente era isso o que iria acontecer.

Nine Inch Nails: A Million Miles Away (live 2008)

Dia 17 de dezembro Trent anuncia que a banda têm um “pequeno” presente de ano novo para os fãs, a espera não demorou muito e dia 7 de janeiro foi feito o anúncio através de uma atualização no site oficial:

“Hoje a Internet é cheia de supresas.
Eu fui contactado por um misterioso, sombrio grupo de pessoas subversivas que DE ALGUMA MANEIRA tratou de filmar uma quantidade substancial (mais de 400GB!) de material em HD, não editada, de 3 shows em separado da tour Lights in the Sky. Os seguranças devem ter permitido isso pois a qualidade da filmagem é excelente.

Se alguém de vocês achar um LINK para essa filmagem eu posso apostar que alguns fãs empreendedores poderiam montar alguma coisa muito legal.

Ah sim, vocês não ouviram isso de mim!”

A conclusão de tudo é que alguém vazou esses mais de 400GB de filmagem em 3 arquivos disponíveis via torrent.

- Victoria (125GB)
- Portland (167GB)
- Sacramento (112GB)

Subitamente algum fã berrou “hey! e o áudio disso?”

- Nine Inch Nails: A Million Miles Away (live 2008) – formato FLAC (1.37GB)
- Nine Inch Nails: Rehearsal Tracks – formato mp3 (98MB)

O negócio é: haja HD pra tudo isso! Uma reportagem da PC world pergunta se esta seria a primeira banda open source. Será?

O fato é que, conforme escrevi no post anterior, as coisas mudaram muito. As bandas, se trabalharem direito, conseguem muito. Basta que saibam vender seu peixe e que sejam verdadeiras com seus fãs. E, lógico, que os fãs aprovem e apoiem a revolução.

Viva a internet!

PS: Acabei de comprar mais um HD pra editar o show de Sacramento. Lá pela metade do ano deve vir algo por aí. Aguardem!

Aproveitando: existem mais informações para os fãs gaúchos de NIN no nineinchnails.com.br.



Escrito às 13:21 | Link | | Comments (5)
6 de janeiro de 2009
Is the music worth something?
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Ouvindo: Jimi Crowley – Kill the FUCKING Human Being

Como vocês podem perceber, uma longa jornada se passou desde quando comecei a escrever aqui sobre o processo de gravação do Kill the Human Being. Na real ano passado o Rafael resolveu sair da banda, que até então se chamava Cumulus Nimbus, e eu continuei firme e forte. Minha mãe foi uma das pessoas que sempre me encorajou a continuar. Até hoje ela fala pra mim “continua que um dia dá certo”.

Minha jornada no meio da música começou muito antes disso. Quando eu tinha 5 anos de idade vivia ouvindo música. Por sorte eu tinha ao alcance coisa boa como Led Zeppelin, Pink Floyd e Kiss, bandas que fizeram seu nome na história do rock. Eu ficava fascinado vendo as animações que são conectadas ao The Wall. Todo aquele negócio psicodélico criado pelo excelente cartunista Gerald Scarfe, as capas criadas por Storm Thorgerson, os solos de guitarra arrastada do David Gilmour, todo esse mundo que se criava em torno de um bem comum: a música.

Esta semana comecei a ler a autobiografia do Eric Clapton, onde ele fala de todos os seus negócios com Robert Stingwood e Ahmet Ertegün, de como a indústria fonográfica mantinha esses artistas. Era o negócio de que, se você se empenhasse de verdade, como Clapton e Hendrix fizeram, os caras apostavam em ti. É até curioso ver as conversas e notar que nós conhecemos, ao menos de longe, 80% das pessoas que ele conhecia. Tudo era mantido pela indústria fonográfica, todas as drogas, carros, mansões e viagens. Também era ela quem ditava o preço, quanto você tinha que pagar para ter acesso à música. Naquela época era normal, quem não tinha dinheiro, gravar músicas do rádio em uma fita cassette. Aí essa pessoa passava pra outra e daqui a pouco todos tinham a música. A grande diferença daquele tempo pra hoje é que agora você pega música através do torrent de alguém que mora no Japão e nunca vai te conhecer na vida, nem saber que você existe. Ou então um vendedor de loja pega um CD novinho, que vai ser lançado dali a 3 ou 4 dias, e joga no Rapidshare, assim como alguém do estúdio que tem acesso pega um advanced copy e libera no Megaupload. Hoje é muito mais fácil ter acesso a tudo.

Então a água bateu tanto na pedra que não apenas furou, mas destroçou. Hoje não é mais a indústria que diz quanto você precisa pagar pra ouvir música, e sim você. Seu consumo musical vai continuar o mesmo. Você pode ter todos os CDs lançados ano passado sem pagar 1 centavo. Muitos músicos criticam, falam que é um absurdo, que uma pessoa que faz isso não é fã, etc. e etc. O negócio é: a pessoa é fã, mas não achou que era de extrema importância gastar dinheiro com aquele CD maravilhoso, o mais poderoso desta semana, que daqui há algum tempo vai ficar pegando poeira na estante. O melhor disso é que as gravadoras não podem fazer nada, a não ser baixar o preço e isso, enquanto executivos tiverem salários altíssimos e viajarem apenas de jatos particulares, não vai acontecer.
Então resta a pergunta no ar: quanto vale um CD hoje em dia? Porque, apesar desse discurso todo de liberdade ser bonito, o que mantém um artista, o que paga a sua comida, as suas contas, as suas roupas, continua sendo o apoio do fã. O mercado está mudando, então hoje não mais a gravadora fala quanto seu produto vale, e sim o fã.

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Eu comecei falando da minha banda e depois mudei pra esse assunto por um simples motivo: o CD do Jimi Crowley está pronto, agora estamos finalizando a produção e preparando a venda das músicas. Sim, a idéia inicial de jogar o CD, através dos meios oficiais, na rede não vai acontecer, ao menos por enquanto. Dinheiro foi investido nisso. Equipamentos foram comprados, equipamentos ainda serão comprados, existe custo de prensagem do CD, custo de impressão da capa, custo do estojo. Não dá pra simplesmente “jogar na rede”. Meu sonho é esse, que a música seja do artista, mas do artista livre, aquele que recebe o que o fã acha que deve pagar. E este artista não vai achar certo cobrar R$ 30 por um CD. Nem R$ 20! Porque eu, como músico, acho R$ 20 muito por um CD que não custou nem metade disso. Um músico que tem contrato com uma gravadora ganha aproximadamente 1% sobre a venda de cada CD. É justo? Isso é tão justo quanto pagar R$ 35 em um CD.

Voltando ao Jimi Crowley, agora a questão é saber quanto o pessoal acha que vale a pena investir em um CD nosso. Um CD com 16 faixas, prensado, sem qualquer tipo de proteção contra cópias (você pode passar pra mp3 na qualidade que quiser, quantas vezes quiser, jogar no Rapidshare ou no eMule, nada vai te impedir disso) e com músicas que levaram quase 10 anos pra ser compostas.
Quem quiser responder esta pergunta, sinta-se à vontade. Nós temos um fórum rolando no site, e neste fórum existem duas enquetes: quanto vale pagar pelo CD e quanto vale pagar pelo álbum em formato digital (áudio em formato flac 24/96 ou mp3 320kbps e um booklet em PDF, o mesmo do CD físico)

E aproveitando também, vai haver uma NIN Party em fevereiro, e ela pode ser nosso primeiro show.



Escrito às 22:33 | Link | | Comments (1)
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