Goodbye queen of the bondage… and the queen of the sexual revolution.
12 de dezembro de 2008

É por causa dela que o corset é visto de uma maneira especial hoje. Todas as histórias de bondage, S&M, liberação sexual talvez não existissem como são se não fosse a notória Bettie Page.
Ela é, para a revolução sexual, o que Jimi Hendrix é pra guitarra ou Black Sabbath pro heavy metal. Sem eles a guitarra e o heavy metal seriam inventados, mas será que seriam exatamente como são hoje? Impossível de dizer. Mas, eles foram o primeiro. A história reservou este presente pra eles.

Em pleno 2008 ainda existem pessoas que acham “revolucionário demais” usar corset, existem pessoas que acham um insulto uma mulher usar este tipo de roupa. Muitas pessoas não entendem que a mulher também possui desejos, vontade de agradar a si ou ao companheiro(a). A homossexualidade, assunto tão polêmico há pouco tempo, já está sendo tratado como um assunto comum, mas a liberação sexual feminina ainda possui seus obstáculos.

Quanta mulher não vê na Bettie o que gostaria de ser, mas acaba deixando seus sonhos de lado por causa de… ahn… por causa de quê mesmo? Não esqueçamos que a liberação sexual é apenas um fator que ajudou a abertura de portas para as mulheres no mercado. Foi através do uso do próprio corpo que elas conseguiram tomar o mercado de assalto. Antigamente mulher boa era a que cozinhava, passava e limpava muito bem. Hoje mulher boa, neste sentido, não existe mais. Com excessão da generalização da bunda grande e do peitão, que todo mundo chama de boa ou de “gostosa”, aquela mulher que deveria limpar e preparar a casa para o maridão chegar do trabalho cansado (vejamos que isso se aplica até a aquele cara que trabalha contando piadas o dia inteiro dentro de um escritório onde o telefone raramente toca) não é mais uma mulher boa, mas sim uma mulher ultrapassada. Hoje a mulher é igual. Hoje ela trabalha junto, ao lado, muitas vezes sendo melhor que qualquer outra pessoa do sexo oposto. É triste saber que um dia as mulheres foram tratadas como meras serviçais.

As únicas diferenças que permanecem são a da força e da intuição. A força é menor, e a intuição muito maior. Até hoje ninguém conseguiu ir contra a “intuição feminina.” Com excessão das neuróticas, isso ajuda, e muito, no cotidiano da humanidade.

Bettie morreu hoje, aos 85 anos, em Los Angeles, mas permanecerá nos corações como sendo a grande agulha que ajudou a furar o balão do preconceito.



Escrito às 08:03 | Link | | Comments (2)

2 Comentários »

  1. Até hoje o corte de cabelo imortalizado pela Bettie Page é copiado por mulheres que querem se sentir mais “alternativas”, “sensuais”… e acabam conseguindo, pelo menos no visual. Mas, infelizmente, várias mulheres ainda sonham em ser a esposa perfeita, a dona-de-casa perfeita, bem no estilo dos anos 1950. Esquecem que devem correr através de sua própria felicidade, principalmente. É mais uma questão cultural do que de gosto pessoal, mesmo.

    Comment by Fernanda — 12 de dezembro de 2008 @ 08:47

  2. belo texto.

    Comment by Elfen Queen — 18 de dezembro de 2008 @ 21:44

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