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31 de maio de 2008
Quem anda acompanhando o MySpace metido a besta da minha banda, Jimi Crowley, sabe que estamos trabalhando arduamente pra finalizar nosso primeiro disco, um EP com 8 faixas chamado Kill The Human Being. Quando eu digo “metido a besta” é porque nós optamos por deixar apenas uma versão em inglês do diário das gravações. Logo abaixo você, caro leitor, vai saber o motivo dessa decisão.
Trazendo o assunto pro singular, algumas partes de música que nós usamos vem desde os tempos dos primeiros registros que eu fiz, pra um CD meu, desde 99, que vinha gravando aos poucos. Como naquele tempo programas de gravação multitrack não eram muito bons, as placas de som que a gente tinha em casa também não eram o ideal, eu achei melhor não lançar nada do que lançar algo com uma qualidade que apenas beirava o aceitável. O Rafael fazia parte de uma banda punk de Porto Alegre chamada Herege. Eu até fiz a capa de um single que mandaram pra um concurso da Coca-Cola. Depois eles acabaram com a banda e, através de um convite do Paulo, que conheci no Parobé durante o segundo grau, nós resolvemos montar uma banda, inicialmente chamada de Cumulus Nimbus.
O começo foi completamente estranho. Eu já tinha visto uns 2 shows da Herege e tinha achado bom pra caralho(sim, essa é a expressão que devo usar pra descrever o quão bom foram as apresentações)! Alguns meses depois estava eu, num estúdio em Ipanema, com o Rafael na minha frente e o Paulo atrás da bateria. Antes disso, como banda, eu participei de um protótipo, que foi o que me levou a comprar uma bateria, e depois montei junto com um antigo amigo uma banda chamada Almost Some, totalmente voltada pra um som tipo Joy Division, e foi tocando Transmission em todos os ensaios que eu detonei meu ombro direito. Não sabia a importância da postura na hora de tocar bateria, e isso até hoje se reflete nas dores que eu sinto no ombro direito.
Voltando ao ensaio, nós tinhamos combinado de tocar algumas covers pra ver se rolava um entrosamento, a famosa “química”. Naquela correria diária do trabalho, eu ainda era um admin. de redes de uma rede de lojas, muitas vezes saía tarde da noite, então não consegui decorar nada das músicas. Chegamos no estúdio, tentamos tocar algo, eu não consegui tocar nem cantar nada. Mas, como a amizade falou mais alto, prometi ao Paulo que eu ia me esforçar mais pro próximo ensaio. Chegamos a gravar uma música própria, participamos de um concurso de bandas promovido pela prefeitura de Porto Alegre, tocamos numa praça perto do Big Cristal. Tudo andou legal até que, por motivos pessoais, o Paulo resolveu sair da banda.
O Cumulus nimbus começou em 2004 e ,em 2006, após tentar um vocalista novo, sem sucesso, sem baterista, resolvemos mudar o nome pra Jimi Crowley. Eu e o Rafael continuamos trabalhando em marcha lenta, às vezes empacados. Até que de uns tempos pra cá parece que as coisas começaram a fluir. Unindo os pedaços dos tempos que eu gravava sozinho com a porrada de material que fizemos nesses 4 anos de Nimbus, estamos por vias de lançar nosso primeiro e suado EP.
Agora que as coisas estão andando como deveriam, apesar da distância, afinal eu estou morando no Rio de Janeiro, estamos conseguindo produzir muita coisa, chegou a hora de decidir como disponibilizar o disco. Gravadora? Nem pensar! Eles tomam as músicas, é uma burocracia, temos que ter data certa pra lançar. Por isso que existe tanto disco ruim. Uma das bandas que eu mais gosto, Skinny Puppy, lançou um disco completamente fora dos padrões deles por pressão da gravadora. Em plena era do download, pra quê voltar no tempo e tentar ser mais uma banda insatisfeita com advogados e contratos?
Então a decisão foi de colocar o disco pra download no nosso site, de grátis, assim que acabarmos ele. A única coisa que a gente pensa em pedir é um e-mail. A pessoa entra no Jimi Crowley’s Pit, coloca seu e-mail e recebe, através deste e-mail, o link pra download. Simples, rápido, indolor, e pode baixar quantas vezes quiser, contanto que siga o link que foi enviado.
Antes de tocar pra frente o sistema resolvemos fazer uma pesquisa pra ver se realmente isso funcionaria pra uma banda nova. Conclusão: infelizmente, funciona. Você deve estar pensando “como é que um cara diz que infelizmente funciona, não era pra ficar feliz?” Eu respondo, de uma maneira curta e grossa: funciona sim, mas fora do Brasil. Isso mesmo! Até agora, enquanto 100% dos norte-americanos e europeus responderam que “sim, não vejo problema em deixar meu e-mail se eu realmente gostar do disco”, aproximadamente 70% dos brasileiros responderam “não”, chegando ao cúmulo de dizer “prefiro baixar do Rapidshare”, mesmo que não tenha custo algum. Complicado confiar em quem não confia no teu trabalho.
Eu, sinceramente, só consigo chegar a uma conclusão: “síndrome do malandro.”
Mesmo sendo de grátis, a maioria dos brasileiros prefere partir para a “ilegalidade”, se recusando a seguir uma idéia muito simples e que parece que vai se tornar um padrão mundial.
Então, por esse motivo, resolvemos fazer um trabalho totalmente voltado pro público que fala a língua inglesa, que também é o maior consumidor de música deste planeta em que vivemos. Nosso site está sendo desenvolvido em inglês, nosso diário no MySpace está em inglês, as nossas letas são em inglês porque, infelizmente, o Brasil adora “importar” bandas. Um dos maiores exemplos é o Sepultura. Precisou estourar lá fora pra então fazer sucesso em terra tupiniquim.
Esse é um desabafo particular, porque eu achei que as coisas fossem mais fáceis no país em que eu vivo, mas vejo que os “gringos” é que abraçaram a idéia, talvez por serem mais evoluídos ou não pensarem em passar todo mundo pra trás. Talvez seja por isso que o Brasil tenha tanto político corrupto. Talvez o Brasil apenas tenha os políticos que merece.
Infelizmente tive que escrever isso. Espero que eu me arrependa, espero que provem o contrário. Mas, por enquanto, o pessoal que está trabalhando com o Jimi Crowley só está produzindo material pra gringo ver.
[]’s
Chris
Escrito às 22:06 | Link |
21 de maio de 2008
Ouvindo: A Perfect Circle – 13th Step
Sim, resolvi fazer um facebook pra ajudar a divulgar as minhas ilustrações. Como estou fazendo uma série de 10 ilustrações sobre o mesmo tema, que será mostrado aqui em breve, resolvi ampliar um pouquinho mais a rede pra divulgar assim que tudo estiver pronto.
Pra quem quiser ver meu Facebook com os antigos desenhos, é só clicar aqui.
Escrito às 11:17 | Link |
12 de maio de 2008
Ouvindo: Nine Inch Nails – The Four of Us are Dying (per version)
Algumas pessoas devem saber que eu e o Rafael temos uma semi-virtual-banda chamada Jimi Crowley. Pois bem, o pessoal do Echoing the Sound, fórum sobre Nine Inch Nails, está organizando um álbum virtual chamado Echoing The Slip: The ETS Remixes. Esse álbum é um presente dos fãs pra banda, em retribuição ao The Slip. Cada um escolheu uma música, remixou e enviou o link pro fórum. A minha banda, Jimi Crowley, participou através do remix da música The Four of Us are Dying.
Como de praxe, a música está disponível pra download gratuitamente através do link disponibilizado aqui no blog. As outras músicas estarão disponíveis através de um site que está sendo feito. Tudo de grátis.
Pra quem ainda não sabe, o Nine Inch Nails lançou o seu último disco, The Slip, também de grátis, e pode ser baixado através deste link.
Fiquei uma semana sem atualizar o blog por causa de uma maldita tendinite. Fiquei com o braço direito engessado (!!!!), o que me impossibilitou de trabalhar, vadiar na net, desenhar, etc. Mas já está tudo de volta ao normal e em breve vou escrever aqui sobre o Iron Man, que eu achei fodalístico demais, e sobre o ciclone que atingiu o RS, com fotos incríveis feitas pelo Daniel.
E tem gente que acha que esse negócio de “aquecimento global” é frescura. Vá se foder!
Escrito às 00:22 | Link |