Ouvindo: Nine Inch Nails – Ghosts I-IV

Hoje, durante uma troca de idéias dentro do Spiral, que infelizmente tem seus dias contados, começou-se a filosofar sobre os ideais musicais promovidos por bandas como Nine Inch Nails e Radiohead, sendo que este último insiste em vender algumas coisas “invendáveis”. Uma pessoa lá falou que gosta de uma música da Nelly Furtado, mas que nunca pagaria por um CD por achar todo o restante de sua obra intragável. Então resolvi respondê-la e, baseado na resposta, ver como que empresas como Pixar fizeram seu nome em cima de pequenos produtos, deixando partículas ao alcance do povo ao invés de apenas apresentar o pacote inteiro.
Para ilustrar este raciocínio escolhi dois trabalhos excelentes da turma chefiada pelo incrível John Lasseter, que com certeza você conhece através dos making of’s de filmes como Monstros S.A. ou Carros. Um dos trabalhos é o curta de animação Lifted, cujo personagem principal é um pequeno alienígena que está aprendendo a fazer abduções. O outro trabalho, ainda em fase de finalização, é o longa Wall.E, que conta a história de um robozinho, único “sobrevivente” do Planeta Terra, que possui uma peculiaridade: sentir emoções.
Antes de mais nada, eu acho interessante que se conheça os objetos de estudo:
Wall.E (trailer final):
A Pixar lançou recentemente um DVD chamado “Pixar Short Films Collection vol. 1″, que mostra toda a trajetória da empresa. O primeiro curta produzido, The Adventures of André and Wally B., tem 2 minutos de duração e conta a histórai de André e a abelha Wally. Lógico que, para os padrões atuais, este curta não significa muita coisa para o grande público mas, levando em consideração ano de lançamento do curta, 1986, podemos dizer que ele demonstra a incrível evolução da tecnologia do entretenimento. Este curta não foi produzido pela Pixar, e sim pela Lucas Films. Mas, como John Lasseter foi quem desenvolveu o projeto, e hoje é o chefe de criação da Pixar, não podemos levar muito em consideração este dado, já que a Lucas Films não investe em curtas animados. O último curta do DVD é Lifted, lançado exatos 20 anos após The Adventures of André and Wally B., demonstra a tecnologia que a empresa possuía na ocasião. Podemos presumir que tal tecnologia já foi ultrapassada, afinal o que é demostrado no trailer de Wall.E comprova que o RenderMan vem crescendo estupendamente.
Agora vamos ao ponto: o que seria da Pixar sem os curtas? Pra começar que o mascote, Luxo Jr., a luminária que apareçe massacrando o primeiro “i” do nome da empresa em todas as introduções de suas produções, não existiria. Foi também através dos curtas que os animadores da empresa tiveram a idéia de criar o primeiro longa, Toy Story. Apesar de um grupo de brasileiros dizer que a idéia de um longa foi originalmente verde e amarela e que, ao saber disso, a Disney investiu U$ 50 milhões para lançar seu filme antes dos brasileiros, podemos ver que a qualidade técnica alcançada pelos norte-americanos foi superior, principalmente se levarmos em consideração que o investimento foi de aproximadamente 50 vezes o investimento em cima de Cassiopéia.
Junto com os longas de animação, a Pixar continuou investindo nos curtas, que normalmente fazem parte do material extra dos DVDs, como “O Novo Carro de Mike”, onde somos apresentados ao novo carro de Mike Wasawsky, personagem que faz dupla com James P. “Sulley” Sullivan em Monstros S.A. É impossível falar que a Pixar tenha feito sequer um curta ruim. Acho que principalmente pelo valor investido em cada projeto e, em segundo lugar, pela equipe que foi montada. O clima também dentro da empresa parece ser o ideal quando se trabalha com criatividade. Muitas salas customizadas, muita liberdade, um saguão onde todos são obrigados a passar e, eventualmente, se encontrar. Uma empresa onde todo mundo se conhece, mas que não é permitido um relacionamento mais íntimo entre seus funcionários.
Lendo uma matéria sobre Wall.E descobri que o longa animado, com lançamento previsto para 27 de junho próximo, está na sua quinta versão. Estão trabalhando neste filme há, pelo menos, 10 anos. Se compararmos com Inteligência Artificial, idealizado por Stanley Kubrick em 1983 e lançado por Steven Spielberg em 2001, até que foi pouco tempo.
Se a Pixar conseguiu fazer seu nome com base nos curtas de animação, qual o motivo da indústria musical não conseguir fazer seu nome em músicas separadamente? Qual o valor ideal que deve ser pago por música? R$ 2 é muito? Será que precisamos ficar restritos ao pacote fechado, também conhecido como CD, para escutar uma ou duas músicas boas? Não seria hora de começar a introduzir na sociedade a questão de que não precisamos mais pagar R$ 45 em um CD onde vamos escutar poucas vezes e depois esquecer em algum canto pegando poeira? O que falta para os grandes executivos das gravadoras mudarem e atualizarem seus planos para o mercado atual, que está ficando sem controle devido aos sites de relacionamento que permitem a troca de arquivos, ou programas P2P que deixam baixar a música que se quer?
Lá fora ainda existe uma opção, a loja virutal iTunes, mas não é algo que está disponível no mundo inteiro. Recentemente o brasileiro Max Cavalera, líder da banda metal Soulfly, lançou algumas demos através de uma loja virtual. Essa atitude gerou muita conversa devido ao fato de a banda lançar comercialmente uma música de demonstração. Até então ninguém havia cobrado por isso, e também porque a música, Inflikted, acabou se tornando carro chefe da união com seu irmão Igor, na recém formada Cavalera Conspiracy.
A indústria fonográfica, como conhecemos, está na UTI. Pra mim, está porque quer. Ela não se organiza para vender música de modo mais acessível. Também as restrições impostas através de programas nos CDs de áudio são outro ponto contra. Os últimos discos da banda Placebo, distribuidos nacionalmente pela gravadora EMI, possuem informações de que o álbum pode ter problemas ao ser reproduzido em certos tipos de aparelho e possui proteção de cópia, podendo ser clonado no máximo 3 vezes. Vendo todas essas restrições, não é mais fácil baixar o disco através de programas de compartilhamento, onde se tem a liberdade de copiar quantas vezes quiser? Ninguém faz cópias de CD hoje em dia. Não é mais gasto dinheiro com mídia física. Eu ainda estou procurando uma explicação convincente do motivo pelo qual o DVD da Ivete Sangalo foi o mais vendido no mundo inteiro, levando em consideração que o custo de um DVD é maior que o de um CD. Um estudo em cima do marketing promovido pela cantora ainda pode salvar a indústria. Mas, ao meu ver, esse foi um fato isolado que não deve se repetir tão cedo. Nem que a Claudia Leite queira!
O filme Ed TV, que passou ontem na People + Arts, mostra que quando a água bate na bunda dos executivos, eles dão um jeitinho de mudar as coisas. Apesar de, na ficção, isso se mostrar de maneira mais humana, não é o que até agora acontece na indústria real.
Vamos ver até onde isso vai. Por quanto tempo as gravadoras vão preferir afundar no seu mar de lama antiquado até decidirem dar ao povo o que o povo quer: música de boa qualidade a um preço acessível e não amarrada num pacote onde somos obrigados comprar o que não queremos?
Ouvindo: Bill Halley – Best Of
Todos excitados e prontos para anunciar a novidade! Mas ainda não é a hora.
Chris
Ouvindo: Dead Kennedys – Fresh Fruit for Rotting Vegetables
Ontem o dia foi uma correria infernal, então sem chances de escrever sobre o segundo dia de natação, mas aqui vai:
Como meu skill em natação tá pior que o de um camelo, o professor começou com exercícios básicos. Eu até achei que fosse começar com algo mais básico ainda, tipo “como colocar o pé dentro da água”, ou “como se comportar diante de estranhos”, mas pediu pra começar treinando pernada.
Foi tranquilo… Até a metade da piscina, quando cansou. Eu poderia estar ali até agora que não andaria nem 1/2 centímetro pra frente. Eu fiquei um tempão batendo perna feito uma freira com ataque epilético e nada… A tiazinha que tava nadando junto já tinha dado umas 30 voltas e eu ali… Mas uma hora eu aprendo.
Estou começando a coordenar a respiração, mas ainda tem que treinar bemmmm mais.
E, por precaução, sem breakfast. Então não deu nada.
Let’s talk about something else
Tem um programa no Multishow chamado Cilada, onde um carinha se mete em muita enrascada. Esse carinha é o ator Bruno Mazzeo que, como todos sabemos, é filho do também humorista Chico Anysio. Só hoje vi a participação dele no Programa do Jô (delay absoluto!), e acho que alegra o dia de qualquer um.
Té mais!
Chris
Acabei de soltar um “wow” quando fui rodar o Office 2008 pra Mac pela primeira vez. Eu usava até então a versão 2004 do programa. Confesso que a primeira impressão foi muito boa:

Falando honestamente, parece que a Microsoft anda acertando a linha. Sei muito bem que o Vista Home – vamos esquecer que o Starter Edition existe, ok? – é uma porcaria, mas o Business, versão que eu uso atualmente, e o Ultimate, que é a versão que a Fernanda está usando, são excelentes. Iniciam rápido, finalizam rápido, até agora nenhum problema, como acontecia corriqueiramente desde os tempos do Windows 95 – não lembro de ter muitos problemas com o Windows 3.11.
Eu acho que a Microsoft anda se aproximando bastante da Apple na questão beleza e desempenho. Um dos maiores problemas que eu vejo quando se fala de Vista é a quantidade de aplicativos inúteis que não vamos usar nunca, e que não dá pra desinstalar, a não ser que você seja um nerd de carteirinha que adora usar aqueles “tweaks”. Mesmo assim eu prefiro deixar o sistema “como é” do que enfrentar eventuais problemas. Trabalhei por mais de 10 anos com administração de redes, instalei servidores que muitos nem imaginam que existe, ou que ainda se usa aquilo, e a minha filosofia de vida hoje é a seguinte: quero apenas que funcione. E o Vista, até agora, está cumprindo muito bem seu papel.
Já em se falando de Leopard, pra mim não mudou muita coisa do Tiger. O papel de parede novo é bonito, mas eu não tenho muita vontade, ao menos por enquanto, de comprar um HD externo pra fazer backups através do Time Machine. O Dashboard novo ficou legal, adicionar coisas nele é divertido mas, como sistema de uso diário, essas frescurinhas não fazem muita diferença. Só quero que funcione, e isso a Apple cumpre desde os tempos em que o sistema se chamava simplesmente System.
The Next Sketch
Comecei outro desenho. O nome dele é Neo Reis Magos, e é uma reprodução do que seria o nascimento de Jesus nos dias de hoje. Será que seria levado a sério? Seria notado ou acreditariam nele? Será que ainda não nasceu? Bom… O desenho vai retratar seu berço, num visual que se assemelha ao que estamos acostumado a ver nas pinturas, as roupas dos Reis Magos seguem o mesmo estilo, as mesmas cores, mas os presentes… Bom, isso vai ser surpresa.
C-ya around!
Chris.
PS: Torçam por mim! Daqui a pouco é o segundo dia de natação. Brrrrrrrrrrrrrrrr….