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16 de dezembro de 2007
Ouvindo: Jesu (tudo o que eu tenho aqui)
Amigos e amigas…
Último post do ano. Talvez porque meu tempo esteja curtíssimo ou porque nada de interessante tenha acontecido na minha vida ultimamente? Quem votou nos dois, acertou. Não tenho atualizado mais porque quase nada anda acontecendo além de trabalho e estudo. As coisas não estão como deveriam estar, é a hora de rever algumas coisas e começar o ano de cabeça erguida.
Minha vontade era de seguir para o RS passar o Natal, rever toda a galera, jogar uma sinuca, beber até cair, vomitar pelos cantos, toda aquela coisa linda e maravilhosa que se faz quando está em “extasie” (não falo da droga), quando se está no meio dos amigos de fé, que fazem muita falta. Mas, devido a problemas de sincronização vida-trabalho, não vai ser possível agora. Não sei quanto a janeiro, mas quero ir antes do carnaval pra Porto Alegre.
O que tem passado pela minha cabeça ultimamente acho que é o sentimento comum de todos os brasileiros. Um gosto amargo na garganta de ver a impunidade correndo solta os corredores não apenas do Congresso Nacional, mas de qualquer lugar que se vá (com raras excessões). Esse lance da CPMF me fez entrar de cabeça nessas questões políticas, e me fez ver mais uma vez o quanto o povo brasileiro não sabe o que fala e muito menos o que comemora.
O fim ou a continuação da CPMF são, sem dúvida alguma, ruins para o povo.
A quem ficou triste com o fim do imposto e, pelo o que eu vejo na sessão de cartas dos jornais, não são poucos, saibam que o imposto nunca foi usado em sua totalidade para a saúde. Aliás, nunca soubemos para onde foi o dinheiro, não sabemos para onde vai o dinheiro pago com os impostos. As ruas estão perigosas, nosso ensino está precário, o salário mínimo é horrível, o iPod, assumido como novo índice de comparação de preços mundial (antes era o MacDonalds), é um dos mais caros do planeta. A única coisa que vemos é senadores, deputados, juízes aumentando o próprio salário, onde a conversa é sempre “teto salarial”. Essa expressão 80% dos brasileiros apenas conhece quando ligadas aos cargos públicos de maior nível. Enquanto o povo brasileiro é nivelado por baixo, a elite pensante do país é nivelada por cima. Não adianta reclamar da pirataria, reclamar que foi assaltado 20 vezes no ano ou que teve um parente morto em algum tiroteio bandido-polícia. Enquanto o povo se organizar, assim como o crime faz, o crime vai estar acima. Apenas a organização faz com que as coisas dêem certo. Não adianta querer, devemos achar um meio viável de fazer as coisas.
Vamos voltar um pouco no tempo, início dos anos 90, Lula candidato a presidente. Ele queria, mas não fazia por onde. Perdeu eleição pro Collor, perdeu duas eleições pro Fernando Henrique, até que decidiu: vamos nos organizar e dessa vez não passa. O que ele fez? Prometeu absurdos, contratou Duda Mendonça, grande marketeiro, colocou a cara a tapa e se igualou a todos os brasileiros. Disse que tinha origem humilde e que iria governar para o povo. Armou a tenda, chamou o gerente do circo, preparou os macacos, a mulher barbada, os anões, botou a plaquinha do lado de fora e esperou o povo entrar.
E o povo entrou. O que encontrou dentro daquela tenda, que por fora era magnífica? O gerente do circo era um apostador de briga de galos, os macacos eram na verdade mendigos, a mulher barbada era nada mais que um travesti, os anões eram pessoas de estatura normal ajoelhadas, e a plaquinha do lado de fora, com a primeira chuva, teve sua tinta lavada e encontramos, entre ferrugens, os dizeres “vende-se chevette 76 segundo dono”. Caímos no conto do vigário.
Então, chegam novas eleições, ele fala que foi enganado também, que ele não sabia que a tinta era de quinta categoria e que os anões tinham crescido. Se fez de vítima, como todo brasileiro nato gosta, e se elegeu de novo.
Encontramos novamente o nosso líder falando coisas que não devia, sem conhecer a palavra diplomacia e muito menos confiança, e falou que era impossível governar com o imposto que tanto criticou. Agora alguns políticos votam mirando o próprio umbigo para as próximas eleições e quem paga o pato? Quem votou no pato. Ou melhor, o próprio pato.
Agora temos a sensação de que, quando o pior passou, o nosso líder pode mandar o mais pior ainda, se é que “mais pior” existe. Bom, para o nosso povo, existe.
Quando ele fala que vai cortar investimentos em saúde, a pergunta que fica no ar é “alguma vez já houve investimento na saúde?” Quando ele fala em cortes na segurança, a mesma pergunta vem à cabeça, “já houve algum investimento na segurança?” Mas o pão, ou melhor, o Salário Família continua. Continuamos entregando apenas arroz e feijão para os que nos rendem bilhões e bilhões de reais por mês. Esse é o famoso “voto de cabresto” que a gente via tanto nas aulas de história, das coisas que aconteciam no sertão, onde quem não votava no coronel morria. O que Lula fez foi ampliar o sertão brasileiro a nível nacional. Somos os novos cabrestos, somos as cabras e Lula é o nosso pastor. Ele nos guia para o abismo, mas o povo parece não se importar, afinal a porcentagem dos que consideram o governo dele excelente subiu. Viva o pão! Viva o circo! Brasileiro nasceu pra trabalhar honestamente e vai continuar trabalhando, mesmo que seu trabalho seja explorado e que nunca receba elogios.
Work and learn
Eu resolvi cair de boca no Flash CS3. Estou fazendo upgrade no meu PC aos poucos, pra não doer muito no bolso, pegando um HD maior, mais memória, uma placa de vídeo melhor, porque pretendo treinar algumas coisas e finalmente sair do arroz com feijão da animação básica de timeline e partir pro ActionScript 3.0. Devido aos inúmeros problemas com Internet Explorers, Firefoxes e Safaris, resolvi que é melhor gastar meu tempo aprendendo algo que é universal do que tentar eternamente resolver problemas de incompatibilidade entre essas equipes de desenvolvimento. O Internet Explorer não se entende nem entre ele mesmo! Algo que funciona em um não funciona no outro. No flash tudo funciona, independente do browser. É o monopólio que vem para o bem, que a Microsoft já quer acabar com o lançamento do Silverlight. Por favor, deixem o Silverlight de lado e continuem no Flash, vamos ser felizes! Não precisamos de mais do mesmo!
It’s the time to go…
Bom, ano velho se vai, ano novo que vem. Tudo de bom para todo mundo! Que ano que vem seja melhor, muito mais produtivo e muito mais feliz. Que a gente aprenda mais e mais com as cacas que faz e que nossa rede de amigos verdadeiros apenas cresca. Depois de mais um ano sendo surpreendido por amizades falsas, acho que não tenho mais com o quê me surpreender.
Pra mim foi um ano de baixas, perdi pessoas que amava, animaizinhos que vão morar pra sempre nesse coração pequeno. Foi também um ano de mudanças radicais, saindo do Rio Grande do Sul e vindo para o Rio de Janeiro. Também consegui mudar de TI pra Design, coisa que eu queria fazia muito tempo. Só falta mudar de classe social, mas já estou trabalhando pra isso.
Para os poucos que lêem este blog: FELIZ NATAL E UM EXCELENTE ANO NOVO! QUE TODOS NÓS TENHAMOS HEMORRAGIAS DE PRAZER NESTA VIRADA!
Aqui vai meu presentinho de natal:

Até mais pessoal!
Chris
Escrito às 19:06 | Link |