25 de outubro de 2007
The REAL Musical Revolution
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Ouvindo: LCD Soundsystem – LCD Soundsystem

Quando você fala sobre algo, quando você reclama sobre algo, quando você faz sua voz ser escutada pelos quatro cantos do mundo, vocês está iniciando ou está se associando a algum movimento.

Faz um bom tempo que eu falo e penso sobre a Revolução Musical, onde o artista ganha mais que o canal que vende a sua música. Pois chegou a hora, e eu sou grato por fazer parte dessa revolução musical.

Antes de continuar, gostaria de citar um ponto que fez com que eu finalmente deixasse de lado uma das paixões da minha adolescência, uma banda de metal brasileira respeitadíssima, ao menos por quem não conhece de perto.

Sabe quando você tenta levantar a bandeira, participa de coisas, inventa, trabalha por aquilo pelo simples prazer de divulgar? Fiz muito disso por essa banda. Qual foi o retorno? Negativo. Isso mesmo! Não foi neutro ou positivo, foi totalmente negativo. Por sabotagem interna? Por gente com medo de perder o emprego? Não importa. O que interessa é que estamos no Brasil, e aqui a lei é “ganha quem puxar mais o saco”.

Nessas horas a palavra “patriotismo” não me trás nada além de nojo.

Essa semana eu pedi pra me tirarem como admin do fórum, afinal quem é pago pra fazer o serviço não o faz, então qual o motivo de eu fazer o serviço de alguém que está recebendo, e muito bem, pra fazê-lo?

Se não caiu a ficha ainda, daqui a pouco vai cair.

Então semana passada saiu a notícia no site oficial de um tributo, com comentário de um dos caras da banda. Poxa! Eu e mais alguns camaradas estamos trabalhando num tributo faz 3 anos, tentando fazer tudo perfeito, fechando divulgação e tudo mais, a banda já teve acesso ao tributo, e não comentou nada, nadica de nada! Agora que uma gravadora se interessou pelo “nosso” tributo (vou me dar ao luxo de chamar de nosso, ok?) a banda dá uma facada dessas, tirando o nosso crédito de ser o único tributo nacional. O nosso tributo já está pronto, estamos com tudo gravado, esperando resposta de uma gravadora, tudo organizado, e agora vem isso. Um soco no peito, direto, com direito a anel de caveira.

Minha história direta com essa banda começa em 2002, quando eu me juntei ao Ozzy pra fazer um site de fã pros caras. Depois de umas brigas com o “webmaster de plástico” (valeu Dani pela expressão, inesquecível) nos foi prometido apoio total por parte da banda. Levantamos uma parte de perguntas e respostas no site, muito fã mandou perguntas, elas foram enviadas pra banda e, segundo informações, a banda respondeu e retornou. A pessoa que deveria ter entregado a resposta pra gente perdeu dentro da mochila, e alguns fãs mandaram e-mail pra gente nos acusando de picaretagem.

Tudo bem! Vamos seguir com o site. Aí vai… vai… vai… Surge um outro site e dão apoio total a ele. Ok! Surge um outro site, dão apoio total a ele, com direito a nome no encarte. Ok! Nunca fizemos pela banda e sim pelos fãs, apesar de alguns deles terem nos acusado de picaretas.

Aí agora mais essa facada. A banda, que teve acesso ao nosso tributo, não comentou nada. Mas, como eu não estou envolvido, o outro tributo já teve destaque mundial. Legal não? Uma história de 6 anos de apoio além do financeiro, afinal compro vinil, cd e camiseta desde 1991, sendo deixada de lado por um motivo desse, motivo idiota demais.

O que interessa é que, pra mim, Sepultura é uma página virada, e muito bem virada.

Mas, voltando à revolução musical…

Sabe quando você sente que faz parte de algo importante? Pela primeira vez estou comprando um download legal. Nunca usei iTunes ou qualquer outro programa, e procuro comprar todo CD que eu gosto, que eu coleciono. Óbvio que não compro todos, porque o preço de R$ 45 é proibitivo. Comprar UM CD ou ir no cinema, comer uma pipoca, jantar fora, etc? Sendo que, desse dinheiro, apenas R$ 2 vão para o artista, os outros R$ 43 vão pra gravadoras, lojas, etc.

Ao efetuar a compra das mp3 do Saul Williams hoje senti que estava dando um passo importante no que se diz respeito à revolução musical. Saul Williams se importa com seu cliente, ou seja: seus fãs. Deixando a gravadora de lado e dando cara à tapa, ele está mostrando a que veio ao mundo. Ele está investindo na única coisa que pode: sua música. No site niggystardust.com você pode comprar por U$ 5 (pouco menos de R$ 10) o disco. O mais interessante é que tem a opção “Eu não concordo com isso. Apenas quero a música.”, onde você paga exatos U$ 0, ou seja, NADA, pra ter o disco.

Radiohead deixou à escolha dos fãs o valor, não estipulou nada. Mas, como eu não conheço muito Radiohead, vou fazer o de sempre, baixar o CD. Se eu gostar, vou no site e pago. Simples! É o que eu sempre quis fazer: experimentar antes de comprar. Já comprei muito CD que era uma porcaria, mas como não tinha como escutar antes, acabava pagando pra ter lixo. O maior exemplo que eu tenho é o Two, banda industrial-farofa do supergreen Rob Halford. Eu tava na loja, vi que era um disco lançado pela Nothing Records, selo que era mantido pelo Trent Reznor (NIN), passei a mão na carteira e desembolsei R$ 45 pra depois não conseguir vender o CD nem por R$ 5, de tão ruim que é.

Então aí estamos: A REVOLUÇÂO MUSICAL. Pague o quanto você acha que tem que pagar pela música. Eu paguei pela música do Saul Williams, o próximo talvez seja o do Radiohead, o novo do Nine Inch Nails é certo que eu vou comprar, afinal tenho a coleção inteira até agora. E vou vender minha coleção do Sepultura.

Se alguém quiser o vinil do Revolusongs autografado, CD do Nation e Roorback autografados, tenho também Against (se bem que esse não estou pensando em vender porque foi presente de aniversário), mais Chaos A.D., Arise, Beneath The Remains, etc. me manda um e-mail. Pretendo me livrar de tudo o que tiver o nome Sepultura e, a partir de então, me tornar indiferente perante essa banda. Os dias de otário acabaram.

E viva lá revolución!!!!!!!!



Escrito às 22:49 | Link | | Comments (0)

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