Ouvindo: Led Zeppelin – Houses of the Holy
Elton John defende o fim da internet
Em entrevista ao tablóide londrino The Sun, o cantor inglês Elton John pediu o fechamento da internet, pois a rede estaria acabando com a indústria musical.
Na visão do cantor, um tecnófobo assumido, o fato de as pessoas conseguirem gravar em casa suas próprias canções representa um golpe na criação artística. Elton John afirma que a internet desestimula o contato pessoal, o que prejudicaria a qualidade das obras.
O cantor chega até a pregar uma ação direta contra a internet. “Saiamos às ruas, marchemos e façamos protestos, em vez de nos sentarmos em casa e entrarmos em blogs”, afirmou ao jornal.
O último disco do músico, “The Captain & The Kid”, vendeu apenas 100 mil cópias. O músico culpa os downloads pela vendagem modesta.
Antes de qualquer coisa, vamos falar sério:

Outra coisa que eu noto é que a internet está unindo a todos, pois lendo uma entrevista com Trent Reznor na última Rolling Stone Brasil, que ele fala o seguinte:
Temos acesso às advanced copies. Eu já tenho no meu HD o último disco do Ministry, The Last Sucker, mas só escuto a última música. É com uma certa frequência que eu fico dias escutando Led Zeppelin, Kiss e Pink Floyd, coisas que eu ouvia quando tinha 5 anos de idade (sério, eu cresci escutando Kiss, Led Zeppelin, Pink Floyd, Roberto Carlos e Secos & Molhados) e que ainda soam interessante pra mim.
Praticamente todos os dias alguém me passa link pra um disco novo, a maioria eu baixo, mas acabo nunca escutando. Muito nego vem perguntar depois “e aí? Que achou do disco x? Muito foda né? Melhor coisa de todos os tempos dessa semana!” e eu, com um sorriso amarelo no rosto, respondo “baixei mas não tive tempo de ouvir ainda”.
Um exemplo: Throwdown
Sinceramente? Melhor coisa de todos os tempos dessa semana! Plágio descarado de Pantera mas… E daí? Pantera não existe mais, e era muito bom! Tá certo que eu fiquei muito tempo sem escutar depois que eles cancelaram o show de Porto Alegre no dia anterior, mas era uma mágoa pessoal mesmo, fiquei anos ouvindo só Pantera pra, na hora de ver eles quebrando tudo no palco, os caras voltam pros USA no dia anterior. Aquilo foi um golpe terrível pra mim. Quase como estar esperando um filho e na hora do parto saber que não passava de gravidez psicológica.
Voltando ao assunto. Realmente gostei de Throwdown, mas só estou escutando ainda porque descobri ontem, com certeza semana que vem se alguém me perguntar “já ouviu Throwdown” eu vou responder “não lembro… me passa o link?”
Se o titio John estivesse falando disso, concordo completamente. A música perdeu um pouco a magia nos últimos anos exatamente por sermos metralhados com muitas coisas todos os dias. Algumas excelentes, outras nem tanto, ainda outras uma completa porcaria. Eu estou com 29 anos, em novembro faço 30 e, sei lá, às vezes me sinto como se fosse mais velho. Desde a adolescência escuto esse papo de que eu sou avançado demais pra idade que eu tenho. Então talvez esteja ficando de saco cheio de escutar coisas novas e acabo deixando de lado. Será verdade? Too old to be cool?
Mas, ainda temos coisas boas. Apesar de a Rolling Stone ter dito que o novo disco do Rush, Snakes and Arrows, é meia-boa, pra mim é um dos melhores do ano. Nine Inch Nails me decepcionou com seu Year Zero. As músicas, individualmente, funcionam muito bem. Se eu escutar My Violent Heart ou Me, I’m Not separadas, são as melhores coisas dos anos 2000. Porém, quando tu vai escutando uma música atrás da outra, acaba parando pelo meio. Meu recorde até agora foi escutar até o início da Capital G e trocar ou desligar o aparelho de som. Cheguei ao ponto de recriar o Year Zero com menos faixas e numa ordem diferente. Sinceramente? Ficou bem melhor! Cortei 5 músicas, ficou bom e escuto na íntegra. Se você tiver curiosidade, essa é a sequência:
1. Hyperpower!
2. Another Version of the Truth
3. Me, I’m Not
4. Survivalism
5. The Beggining of the End
6. Zero-Sum
7. The Warning
8. In This Twilight
9. My Violent Heart
10. Vessel
11. The Greater Good
Pode tentar! Não vai doer, não tem contra indicação nem efeito colateral.
Aproveitando que o assunto é NIN. Boa parte do meu tempo eu perco olhando pro Thunderbird e esperando aparecer mais uma atualização no site deles. Explico: desde o dia 26 de julho eles estão com um photoblog na página principal. Acredito eu que, enquanto estiverem em tour e sem tempo de fazer mudanças radicais na estrutura e layout do site, o photoblog vai ser mantido principalmente pela facilidade de atualização. Trent, Rob e Alessandro estão atualizando quase que a cada minuto através de seus iPhones. A brincadeira tomou tanto gosto que eu e mais a Dori criamos arquivos com as atualizações. O que eu perco, pego dela. O que ela perde, pega de mim. O que nós dois perdemos, vamos pro Spiral, ETS ou mesmo NIN Wiki. É uma brincadeira bastante divertida! Principalmente pelo fato da banda estar em fuso horário diferente, neste exato momento estão na Finlândia (terra do HIM, uhuuuuuuuuuu!), então eu atualizo daqui do Brasil, a Dori atualiza da Alemanha e o NIN Wiki é atualizado por quem puder, pois é totalmente aberto para alterações.
A propósito, até agora foram 56 atualizações desde o dia 26, numa média de 11 atualizações diárias. God bless RSS!
Como sempre desviei o assunto. Então vamos tentar novamente.
Antes de qualquer coisa, vamos falar sério:

Tá… Esquece.
Não tem como falar sério, mas a Beyoncé caindo é demais! Huhauhauhauhauhauhauha!
You have to kill Diablo!
Eu e a Fernanda resolvemos recomeçar a jogar Diablo II.
Já que as forças das trevas precisam ser destruídas, todas as noites começamos nossa batalha e vamos até as 2 da manhã matando bichos sinistros e trilhando o caminho feito por Diablo, Mephisto, Roberto Marinho, Baal, ACM e mais um bando de políticos corruptos.
Eu, como de praxe, estou firme com Necromancer, a Fê tá com a Amazona, e estamos conseguindo ser uma dupla legal. Bom é nos momentos difíceis um criar portal pro outro fugir pra não morrer.
Outra pessoa que já foi recrutada pra jogar é o Oswaldo. Assim que eu conseguir mandar os CDs pra ele, teremos mais um na batalha.
PS: Meus 15 minutos de fama com o photoblog do NIN estão sendo muito massa! Recebo e-mail de gente achando que o meu arquivo é realmente oficial. Lógico que eu repasso tudo pra banda, afinal aquilo não é pra mim. Sou só um mero “arquivador”.
C-ya!
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Esse lance aí de escutar menos música, ao meu ver, tá mais ligado à idade mesmo. Tenho a mesma faixa etária que tu e venho há algum tempo percebendo essas mesmas mudanças.
Não acho que as coisas dos anos 90 sejam melhores que as de agora, pois quando vejo a gurizada se refestelando no EMO, penso que devo tido as mesmas atitudes ao som do Nirvana. Obviamente, temos um ingrediente a mais hoje, o MP3, que pulverizou bastante a cabeça musical dos juvenis.
Há uns dois anos eu fazia exercício de deixar o radar ligado e corria atrás de tudo o que vazava. Depois de um tempo, comecei a achar a música atual muito descartável, passando a abominar a idéia de que você tem que ouvir todos os discos que te recomendam. Hoje, tô mais ligado em um ou outro artista, acompanhando, mas sempre disposto a ouvir coisas novas que se relacionem com o que eu gosto (tipo Jesu, que é novo e ao meu ver não merece ser descartado como qualquer outra pastinha de MP3). O fato é que essa redução de escopo me fez escutar mais vezes menos discos, e estou aproveitando bem mais. Esse lance de corrida por grandes quantidades de MP3 realmente prejudicam tua percepção por música, pois fica uma nóia de que estou escutando tal disco mas podia estar escutando alguma outra novidade.
O legal de nossa faixa etária é que a gente passou pelas 3 fases: vinil > CD > MP3 e posso afirmar que não há hábito melhor que o vinil. A gente criava um pacto com o disco e tinha o compromisso de escutá-lo tanto quanto fosse necessário, tornando nossos laços com a música muito mais fortes. Nisso o Ed Vedder estava certo.
Comment by Vicente — 7 de agosto de 2007 @ 13:09
ENGLISH//
Hi guy!
I’m spanish and taking a look in the blogs I found yours. Well, I read your opinion about all and I think it’s right. But the Internet is not only the main problem… MP3 is worst. When I bought my MP3, I lost completely my head. I never have listened a complete album on my MP3. I have always the last songs, singles, hits, but never the good songs (in spite of be a single or not). Then, we have to rescue the great moments: when a little boy buy a new cd and he opens it with care, smelling the new pages of the book. This is the feeling of the music. To download from internet is a shit, you don’t feel the song. Well, this is my opinion. I made a version of nine inch nails of their song LA MER, if you wanna listen to it:
http://es.youtube.com/watch?v=ETIR4uGzxXQ
Well, thank you for your attention.
SPANISH//
Hola / Olá
Soy español. Estaba mirando blogs y encontré el tuyo. Leí tú opinion sobre Internet y estoy bastante de acuerdo. Pero creo que internet no es el único problema. Un mp3 es peor. Cuand compré mi mp3, perdí completamente la cabeza. Nunca he escuchado un album entero en mi mp3. Siempre llevo las últimas canciones, singles, hits,… pero nunca las buenas canciones (sean o no singles). Tenemos que rescatar los buenos momentos: cuando un niño (rapaz) compra un disco nuevo y lo abre cuidadosamente, oliendo las páginas nuevas del libro. Ese es el sentimiento de la música. Descargar música de Internet es una mierda, jamás sentirás la canción. Bueno, esta es mi opinión. Hice una versión de la canción La Mer de Nine Inch Nails. Si quieres escucharla:
http://es.youtube.com/watch?v=ETIR4uGzxXQ
Bien, gracias por tú atención.
Comment by ZERO-SUM — 10 de agosto de 2007 @ 05:51