Ouvindo: Coldplay – X&Y
“A cidade concedeu o perdão oficial a 81 pessoas — e seus gatos — executadas por prática de bruxaria entre os séculos XVI e XVII” é uma das primeiras frases do novo livro de Paulo Coelho, A Bruxa de Portobello, que será lançado amanhã.
Eu gosto dele, gosto da sua ideologia, da maneira como ele escreve, mesmo conhecendo pouco. Até hoje li apenas 2 livros, sendo que os dois serviram como uma lição muito grande. O Manual do Guerreiro da Luz me caiu como uma luva. A maneira como ele descreve como um verdadeiro Guerreiro da Luz deve ser me ajudou muito a pensar o que eu andava fazendo, como é que as coisas deveriam ser, bem como mudar o que estava errado, ou se comportando de maneira errada.
A literatura é algo fantástico. Bom, falar isso é até um pouco idiota, porque tudo é fantástico! Basta apenas ir atrás das boas referências. Ler uma citação de Marquês de Sade esses dias fez eu abrir um sorriso: “Não foi a minha maneira de pensar que provocou a minha desgraça, mas a maneira de pensar dos outros.” Infelizmente o mundo é assim, as pessoas te julgam, esquecem de que quem deve julgar os teus atos é tu mesmo. Outra citação que li, dessa vez de Tenzin Gyatsi, mundialmente conhecido como o 14º Dalai Lama: “A raiva não pode ser superada pela raiva”. O que acontece se um soco for retribuído com outro soco? Um grito for retribuído com outro grito? Um míssel for retribuído com outro míssel?
Uma mentira pode durar para sempre? Até o presente segundo a minha opinião é: pode!
Vendo o documentário Cosmos, Carl Seagan explica que o cérebro humano evoluiu a partir do cérebro dos répteis. Em sua base está uma das piores instruções, a que rege a humanidade: siga seu líder. Se o seu líder falar que isso é bom, faça! Mesmo que o bom seja se alimentar demais até desenvolver alguma doença, explodir seu próprio corpo em meio à uma multidão, pular num show de rock, sorrir ou mesmo chorar. Isso me faz pensar na imensidão do nosso pequeno mundinho.
Eu vejo todos os dias na TV os noticiários falarem sobre o aquecimento global. Daí, sobrevoando o sul do país, eu vejo a imensidão verde, todas as árvores lá embaixo que formam um tapete verde. Elas estão em número muito maior que o de habitantes da nossa região, então, novamente, eu sento e penso: onde é que estamos errando?
Sinto uma extrema felicidade de fazer parte de um país de terceiro mundo, ecologicamente falando, porque nós não temos todo o potencial destrutivo que o G8 tem. Sofremos com vários outros problemas, como corrupção, fome e violência. Penso que o nosso novo governante deveria focar em apenas um dos problemas. Afinal de contas, quando eu pego um carro todo problemático, o que eu faço? Levo num mecânico pra arrumar o motor, DEPOIS eu levo num chapeador pra cuidar da lataria, DEPOIS eu levo no estofador pra arrumar os bancos. É impossível tentar fazer TUDO ao mesmo tempo. E é assim que aconteceu até hoje. Mas, mesmo sabendo que vai ser difícil eu comprar meu MacBook, eu fico feliz em saber que globalmente falando nós não estamos sacrificando nosso planeta a troco de alguns dólares.
Move!
Se você não correr atrás, as coisas não correm atrás de você. Todo mundo sabe disso, mas quem é que segue esse princípio? Algumas pessoas têm algo chamado “sorte”, outras não possuem essa sorte, e preferem pensar então que o azar está sempre seguindo. A sorte vai ao encontro de quem merece, o azar é sempre encontrado por quem o procura. Não existe pessoa azarada, mas sim aquela que fica apenas sentada, olhando o rio passar, pensando “todos aqueles que navegam por esta água são felizes, eu não posso usufruir dessa felicidade.” Eu sei como as coisas são, eu conheço algumas pessoas que pensam assim, e é incrível como elas deixam que as coisas ruins predominem.
Confesso que às vezes me dá medo do dia de amanhã, de não saber o que pode acontecer, de não saber se meus planos serão concretizados. E o que eu faço pra tudo isso? Continuo caminhando, respirando e pensando. Meu pensamento está sempre à mil. Tanto que é difícil organizar algo pra escrever aqui. Ontem quando eu estava caminhando ficava pensando sobre o que escrever, tentando organizar as palavras, os próprios pensamentos, as citações, argh! Como é que eu vou fazer? Simples… Na hora de escrever eu esvazio tudo. Tudinho! Reseto meu cérebro e começo do zero. Onde eu estava mesmo? Qual era a idéia principal? Hmmmmmm… Vou começar por aqui, e normalmente esse começo não tem nada a ver tudo o que eu estava pensando antes. E eu sempre saio feliz no final! Quem não quer ser feliz? Eu não posso reclamar disso… Porque eu vivo!
Um outro exemplo de como se pode ver coisas positivas de tudo:
Certa vez alguém me falou o seguinte, acho eu que seja algum pensamento vindo do oriente:
“Havia um menino, que era muito briguento.
Quando qualquer coisa acontecia, ele xingava as pessoas.
Até que um dia um padre viu ele xingando a própria mãe, o chamou e falou: ‘Meu filho, cada vez que você brigar com alguém, pegue esta tábua, e pregue um prego nela, e deixe ele lá. Quando você fizer as pazes com essa pessoa, pegue a tábua e remova esse prego.’
O menino pegou a tábua, levou pra casa, e seguiu as instruções do padre.
Vira e mexe ele estava com a taboa cheia de pregos. Então decidiu deixa-la limpa, sem prego algum, e saiu pedindo perdão a todos.
Quando estava com a tabua completamente vazia, foi correndo conversar com o padre.
‘Oi padre! Segui seu conselho! Hoje não estou brigado com ninguém!’
- Parabéns meu filho. Mas, olhe bem pra tábua, o quê você vê?
- Como assim padre?
- Meu filho, o que você vê na tábua?
- Muitos buracos – respondeu o garoto
- Pense que cada buraco desses é um machucado. Você feriu as pessoas, e elas, mesmo após tudo bem, continuam com a cicatriz lá. Não brigue com mais ninguém, pra não fazer mais buracos no seu pedaço de madeira.”
É uma grande lição, mas que te deixa meio triste ao final da leitura. Mas, comece a pensar diferente: utilize o exemplo pro lado bom!
Pense que você possui a madeira, e que a cada amizade que você fizer você coloque um prego nessa madeira. Ao acabara a amizade, seja por uma briga, porque a outra pessoa foi morar longe ou simplesmente porque vocês não tem mais nada em comum, retire o prego de lá.
Você verá que aquele buraco que ficou significa algo especial. Que, se algum dia aquele prego voltar para o seu lugar, será uma vitória. Mesmo quando se passa muito tempo, anos ou décadas, uma amizade pode voltar mais forte que nunca. Tem muitas pessoas que eu nunca mais falei, que eu não sei nem como encontrar, não sei telefone nem nada, e que gostaria um dia voltasse a fazer parte do meu cotidiano. O buraco continua lá na minha madeira, basta colocar o prego de volta. Aos poucos vou conseguindo alcançar meu objetivo.
Uma grande amizade voltou a bater na minha porta. Uma amizade que será eterna, assim como tantas outras. Que nunca mais sairá do meu lado.
Bom… Agora eu vou almoçar! Porque saco vazio não para de pé, e eu tenho uma tarde inteira de pensamentos aleatórios pela frente!
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