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26 de julho de 2006
Escutando: Slayer – Christ Illusion
Meu Deus… Que correria nos últimos dias! Acabei jogando às traças isso aqui. Melhor retomar antes que todo mundo esqueça do meu blog e, obviamente, de mim.
Vou resumir um pouco minha vida como está, antes do próximo post, Fix Me, que eu estou escrevendo pra publicar nos próximos dias:
1. Assalto
2. Demissão
3. Serviços temporários
4. Novo do Slayer
5. Internet
Tá sendo meio punk esses dias depois do assalto. Não consigo mais andar tranquilo nas ruas, ando meio deprimido aparentemente sem motivo algum, ando pensando coisas que não devo, às vezes dá vontade de chorar por nada. Mas acontece é a vida.
Daí, uma semana depois me demitem, como eu já havia previsto aqui, pelo seguinte motivo: “tu mora longe demais.” Ha ha ha ha!!!!! Nepotismo em empresa de político é o fim da várzea. Só estou sentido pelas amizades que eu fiz lá dentro, mas dou risadas quando me falam que o setor virou um “inferno.”
De quebra, peguei um serviço que tá me tomando todo o tempo disponível, que é entre acordar, ir a banco resolver questões do assalto, almoçar, ir a outro banco, voltar pra casa, dormir, etc. É um serviço que está a “apenas” 6 meses atrasado. O cara que tava fazendo o site agora é que fala que não sabia como fazer. Então me deram o prazo de 3 dias pra deixar o site funcionando, e mais alguns dias pra deixar a parte administrativa ok. Fora um probleminha com a Brasil Telecom, tudo está indo bem.
Neste exato momento estou escutando pela primeira vez o Christ Illusion do Slayer. Fodão! E isso faz ver que ainda possuo meu lado “mau.” Depois de passar uma semana escutando apenas Emilie Simon, e hoje comprar uma coletânea de jazz, ver que Slayer soa muito bem aos meus ouvidos faz eu ficar mais tranquilo.
E a internet ainda não voltou ao normal. Vou ligar hoje pra Brasil Telecom reclamando novamente! Enquanto eu estava coberto pelo plano fidelidade, que ainda pagava mais barato a conexão, dificilmente a conexão caía. Agora é toda hora! Então eu quero desconto e a internet estável como era antes! Ora pois!
Ainda bem que tenho ao menos uma notícia boa, né?
Escrito às 17:41 | Link |
11 de julho de 2006
Escutando: Emilie Simon – La Marche De L’Emperour
When the thin ice brokes
E novamente a morte nos ronda, leva nossos ídolos.
É estranho sentir tristeza por alguém que sempre esteve distante. Alguém que você sabe que, mesmo se continuasse vivo por mais um bom tempo, você nunca ia conhecer pessoalmente.
Escutei com tremenda surpresa a cover de Astronomie Domine, que o Voivod gravou em 1989. Digamos que foi uma das poucas vezes que uma cover me agradou mas, lógico, não supera a original, gravada em 1967 no disco O tocador de gaitas nos portões da aurora, ou The Piper at the Gates of Dawn, título original.
A adoração ao que é cult mas não é tão bom assim não faz muito meu gênero. Eu costumo a gostar das coisas que eu gosto mesmo, e não falar que é legal apenas pra manter o ar “cult” e fazer os outros pensarem “esse cara é eclético.” Um bom exemplo é a minha nova paixão: Emilie Simon. Mas vou deixar pra falar sobre a moçoila num post futuro.
O Syd (foto ao lado) de 2001 não parece nem um pouco o carinha que criou os primeiros acordes floydianos. O cara acabou provando do veneno LSD de forma tão intensa que neutralizou sua veia criativa, bem como sua mente, para o sempre. Teve poucos anos produtivos, mas esses poucos anos foram suficientes para marcar toda a nossa existência. Esses dias eu estava no carro escutando The Dark Side of the Moon, sei que não é com Barrett, mas é de uma era extremamente próxima, e comentei com o meu pai que ainda hoje as pessoas de bom gosto idolatram essa obra-prima lançada em 1973. A Rádio Ipanema usa Bike na vinheta “respeite o ciclista”. Ok! Eu não gosto dessa música, mas não posso negar a sua adoração pelo povo floydianista.
A Saurceful of Secrets, outra obra prima. Não tem muito o que falar.
Aliás, o quê falar sobre esse gênio? Eu estou sentido com a perda.
Não encontro mais palavras…
Brilhe em seu diamante louco, meu filho.
Espero que agora você encontre a paz.
Syd Barrett
*1946 – †2006
Escrito às 23:02 | Link |
9 de julho de 2006
Escutando: The Cure – Disintegration
Sexta feira eu me senti no inferno de Constantine. Aquele bando de zumbis em volta, me atacando, tentando colocar as mãos dentro dos meus bolsos, me apalpando procurando alguma coisa, falando “não grita”, me fez pensar muito: em quê o nosso querido país está se tornando? Não seria hora de tomar novos rumos?
My life, and how it is now
O negócio lá no serviço tá muito estranho. Eu sei que tenho mais uns 2 meses de empresa. Mas não fico triste por causa do emprego, por estar prestes a ser mais um desempregado (mesmo sabendo que não dura muito), mais sim por dois motivos: as amizades que eu fiz e por saber que quando entrei lá existia uma equipe legal de TI que está sendo desintegrada por interesses de um ou dois funcionários. De saber que a mentira pode mudar muita coisa e, inclusive, falir empresas. Cheguei à conclusão que as crises não são os fatores predominantes pra isso, mas sim a ignorância das pessoas que têm poder. Alguns comentários que rolaram essa semana fizeram eu dar gargalhadas de nervoso, porque todos os planos de progresso foram deletados e agora os planos são de regresso. Pessoas que não evoluem possuem mentes que não evoluem e acabam criando problemas que não existem para voltar ao seu ‘porto seguro’, que são tecnologias ultrapassadas. Então é isso. Antes eu estava numa empresa pequena, tive problemas de origem pessoal (o gerente queria contratar a empresa de um amigo, por isso me despediram), agora estou numa empresa grande, e novamente tenho problemas de origem pessoal. Então chego a uma conclusão: Será que sou eu o problema?
Então o Ricky me liga quinta pedindo pra eu passar na casa dele, porque estava dando umas mensagens estranhas no Windows dele. Depois de descobrir o que era e arrumar, o pai dele me chamou pra conversar. Começou a me falar sobre ir pra Londres, que tem um amigo do Alex, filho dele, que já está lá, que vai me receber de braços abertos, e que tem um amigo deles que trabalha na área de informática lá e está se dando bem na vida. Me mostrou o blog do carinha (que mais parece um fotolog…), e falou que o cara até pode me indicar lá. Que a Europa é um continente fantástico todos nós sabemos!
Ontem eu brinquei com o Daniel, que morou em algum estado dos EUA (não lembro qual), que a Europa é legal porque de bicicleta, em 15 min. tu visita 3 países, isso se for pedalando devagar! Todo mundo me elogia porque eu sei uma porrada de coisas e tal, mas no Brasil realmente as coisas não vão funcionar. É como o pai do Alex me falou: “tu vai continuar dando soco em ponta de faca e nunca vai mudar.”
Saindo da casa dele tomo o rumo da Estação Mercado do Trensurb pra pegar a Aline. Perto do Chalé da Praça XV vem dois carinhas me pedir R$ 1. Como eu já estava caminhando rápido, porque achei que ia me atrasar, falei pra eles “pô cara, não tenho mesmo e tô atrasado já.” Um deles levantou um pouco a voz “me dá R$ 1″ e os dois me barraram. Nisso vem 3 outros carinhas por trás e me puxam. Eu caí no chão, não lembro se apenas tropecei ou se me deram uma rasteira, e começaram a me apalpar. Um deles eu consegui ver que estava muito chapado. É o único que eu lembro do rosto. Eu estava com um case cheio de CD’s, um livro com várias folhas soltas dentro, celular num bolso, dinheiro no outro, mas os caras só pegaram a carteira e se mandaram. Durante aqueles poucos segundo me senti no inferno de Constantine. Os caras rasgaram a minha calça pra pegar a carteira. Fez um rombo! Quando eu mostrei pra minha mãe ela quase teve um troço. E lembrar daquele bando de zumbis em volta, me atacadando, tentando colocar as mãos dentro dos meus bolsos, me apalpando procurando alguma coisa, falando “não grita”, me faz pensar muito em quê o nosso querido país está se tornando? E isso tudo aconteceu a uns 30 metros de uma delegacia de polícia, onde tinham 3 policiais lá dentro conversando alegremente. Cheguei lá pra fazer o boletim de ocorrência, o cara me perguntou onde tinha acontecido tudo. Expliquei e tal, ele me olhou com uma cara de quem tava pensando “que panaca.” Afinal de contas, a situação atual do Brasil é a seguinte: cada um por sí e o Governo contra todos. Não dá pra culpar os policiais de serem tão inúteis. O Governo não dá condições de trabalho. O Governo está pouco se fodendo pro povo. Os caras estão num nível inatingível. Enquanto isso continuar (o que é bem provável que aconteça até o fim do mundo), nosso querido País do Carnaval vai continuar se curvando a mercê da bandidagem.
Essa foi a segunda vez que eu fui assaltado. Na primeira, que foi há uns 12 anos atrás, os caras me assaltaram na frente de um carro da polícia. Eu gritei pros policiais quando os caras saíram correndo, o policial que tava no banco do carona só me olhou e seguiram rumo. O que pode garantir que eles mesmos não estejam envolvidos em tudo isso? Afinal os caras têm um salário ridículo! Eles, que eram pra estar na rua arriscando suas vidas pra salvar as nossas, não podem fazer nada porque os “direitos humanos” protegem os bandidos e porque o salário deles não motiva nada. Esse é o meu Brasil querido!

Passado todo o susto, ontem estou tranquilamente chegando em casa, na frente do meu prédio, um carinha vem e me pergunta “tem fogo?” (foi uma outra pergunta, completamente estranha, mas eu vi que era isso quando ele mostrou o cigarro), falei que não tinha, não fumava. Ele me olhou de cima a baixo. Daí saiu e foi pedir pra outro cara. Eu achei que ele fosse atacar o outro cara, porque chegou muito perto e falou mais alto. Só que o cara tinha um isqueiro e deu o fogo pro desgraçado.
Que motivos mais eu preciso pra deixar tudo pra trás e achar uma nova vida num lugar onde tu esquece uma bolsa no meio da praça por 2 horas, volta lá e a bolsa continua no mesmo lugar? O que mais eu preciso saber além de que nosso mercado está superlotado de desempregados e que quem tem que agradecer pelos poucos trocados no fim de semana é o empregado e não o empregador, que está faturando horrores em cima de uma mão de obra muitas vezes desqualificada, mas que é mais interessante por questões financeiras?
It’s enough…
Escrito às 12:11 | Link |
2 de julho de 2006
Escutando: Body Count – Murder for Hire (Advance)
Enjoy!
Escrito às 12:22 | Link |