Humans as we are: The cure
19 de junho de 2006

Escutando: The Cure – The Cure

Blog é uma das coisas mais fantásticas dos últimos tempos. A última invenção do homem em termos de compartilhar sentimentos, saber que o próximo sente a mesma coisa que sentimos (ou a própria traição dos sentimentos). É aquele filme que te deixou pra baixo, com sentimento de mágoa, lembrando tudo o que as pessoas fizeram pra você e você esperou o tempo curar. É aquela música que fez você pular e esquecer do filme que viu no dia anterior. É saber que todos nós andamos juntos, mas em ritmos diferentes. É saber que nossos corações continuam batendo firme e forte, e que continuam a ignorar todas as substâncias que nosso cérebro insiste em liberar e permanecem batendo algumas dezenas de vezes por minuto. É o ser humano nas horas que cansou de lutar contra ele mesmo. E assim a vida continua.

Get your fucking world out of my head
“There is no terror in my heart
Death is with us all
We suck him down with our first breath
And spit him out as we fall
There is no terror in my heart
No dread of the unknown
Desire for paradise to be…
We love this on our own”

The Cure, Us Or Them

Eu não consigo aprender com meus próprios erros. Não consigo seguir meus próprios conselhos. Mas eu sou assim. Fazer o quê?

Sabe quando você tem um disco que não gostou? Aquele que você pensa “como é que uma banda dessas lança algo desse tipo?” Isso está acontecendo neste exato momento com The Cure, o décimo quinto disco de um Robert Smith acima dos 40. Tipo, depois de um dia como esse, em que tudo pareceu dar certo e errado ao mesmo tempo, descobrir que você tem uma pérola escondida no fundo do seu baú é descobrir que a felicidade pode morar no lugar mais obscuro do seu quartinho.
Segredos continuam mantidos em segredo, e assim a vida continua.
Hoje, durante 5 minutos de folga no serviço, escrevi uma poesia pensando em publicá-la aqui ainda de tarde. Ainda bem que não fiz, que deixei o fluxo me levar e, como posso dizer, foi bom. Me sentiria mal se tivesse compartilhado aquelas palavras sem nexo aqui. Ainda tenho uma poesia que o Taco escreveu enquanto estava bêbado dia desses e é, como eu escrevi ali em cima, a gente ver que todos continuamos caminhando junto.

Years go by
“I can’t fly I never really could
I don’t feel you ever really understood at all
I can’t fly I never really could
I just throw my arms out as I fall”

The Cure, Fake

Essa semana tem teste com novo baterista na banda. It’s so exciting!!!!!!!!!!! Tem um carinha que vai tocar guitarra também, e eu tô louco pra ver o que é que vai sair. Penso muito em ter 4 elementos na banda, pra sonoridade ficar mais poderosa. Uma coisinha que eu adoro é quando existe a mistura de guitarras pesadas com piano. Existe um corte existencial em dois instrumentos completamente opostos. No momento mais heavy de uma música entrar um piano com poucas notas cortando toda a fúria, ou entonando-a de maneira lírica. Espetacular!
Que venha o estúdio! Quero tocar e gritar mais alto que o som do apocalipse final! Quero ficar surdo, mas feliz!

PS: Ozzy, você precisa escrever mais naquela porra de blog!!!!!!!!!!

O que foi esse post? Não pergunte pra mim…
Roubando a frase da Vanessa: “Desculpa mundo por ter nascido!”
Prometo ser um menino mais comportado daqui pra frente.



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