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24 de abril de 2006
Ouvindo: Tool – 10,000 Days (Advanced Copy)
Este post vou divir em dois hemisférios:
Norte: O lado racional. Os pensamentos que eu posso deixar virar palavras em público.
Sul: O lado sentimental. Os pensamentos que devem ficar apenas dentro da minha mente. Mas, como aqui é um lugar que as pessoas acessam para ler a minha mente, então não vejo motivos pra me esconder.
For the first
Existe um link aqui no site para um blog chamado For The First Time.
A dona desse blog é hoje, sem qualquer dúvida, a única pessoa que eu posso entregar a minha alma e ter a certeza de que ela cuidará assim como uma mãe cuida do seu bebê rescém nascido. O novo layout faz juz aos textos que virão (segundo o que a dona do blog me falou, hehehehe). É esperar pra ver o que vai se seguir. Parada obrigatória!
Pequenosa
Eu vinha querendo fazer isso fazia um tempão, e finalmente consegui. Adivinha quem está deitada na minha perna enquanto eu escrevo esse texto? Pequenosa! A gatinha siamêsa do Gabriel. Daqui a pouco vou pedir pra ele vir aqui ver a traição dela comigo. Rááááááaááááá!
Turn off your TV
From: T. Damberg
Subject: Semana sem TV 2006 – 24 a 30 de abril
“Os brasileiros assistem, em média, 3,5 horas de TV por dia.
Quanto mais tempo as crianças passam na frente da TV, mais elas pedem aos seus pais para comprarem coisas. Hoje, mais que entretenimento, a TV é uma vitrine de desejos de consumo e tendências sociais.
Quebre esta rotina, dite suas próprias tendências e tenha seus próprios desejos.
Liberte-se da TV na semana de 24 a 30 de abril. Leia, converse, passeie, cozinhe, costure, brinque, conheça pessoas e preencha seu tempo livre com outras atividades além da TV. Você pode.”

Aviso: tudo o que eu vou escrever a partir de agora é pra tentar esvaziar um pouco a minha cabeça. Nenhuma palavra é pra ferir ou interferir. Tudo o que eu preciso no momento é expressar o que eu sinto e ser 100% sincero comigo mesmo. Quer entrar na minha mente? Então continue, mas não tente me entender. É a única coisa que eu peço.
Wings for Marie, and for me
You’re the only one who can hold your head up high,
Shake your fist at the gates saying:
“I have come home now!
Fetch me the spirit, the son, and the father,
Tell them their pillar of faith has ascended.
It’s time now! My time now!
Give me my…
Give me my wings!”
Segredos…
Segredos…
Um segredo pode ficar guardado por anos… por séculos… ou por míseros segundos
Quando se sabe que existe um segredo, nós acabamos sangrando, em segredo, também
No silêncio profundo de um escritório, de uma rua movimentada ou de um campo aberto
Mas, como todo o sangue, este também coagula, o tempo trata de nos fazer esquecer
E o esquecimento se torna fator coagulante para tudo o que estamos sentindo
Então a saliva amarga desce pela garganta, em silêncio
Como tudo deve ser…
Me dêem as minhas asas
Preciso seguir sozinho, em silêncio
Eu não preciso saber qual é o segredo pra continuar respirando
Respirar é a coisa mais difícil para se fazer neste momento
Então me dêem as minhas asas
Para que eu siga sozinho, em silêncio
Coexist
Hoje, ao sair de casa por volta das 6:20 da manhã, já atrasado, olhei para o céu.
Vejo, além do azul limpo de uma manhã de outono:
1) A lua minguante
2) Uma estrela
3) Uma cruz
A lua, pura com sua perfeição, sua beleza, o astro que nos guia durante as noites de insônia.
A estrela guia, a estrela mais brilhante desta madrugada, e de muitas outras.
A cruz, que ilumina em tom azul o topo da Igreja de Santo Antônio.
Uma força superior tenta nos mostrar que podemos coexistir de muitas maneiras. Não precisamos brigar pelo ouro, não precisamos correr atrás da luxúria. Precisamos apenas sentir a chuva rolando pelas nossas faces, sentir o chão molhado com os pés, levantar os punhos para os portões, no pilar da fé, pedindo para que devolvam as nossas asas. Precisamos ser livres para voar. Nossa alma é livre. Então que nos deixem seguir nossos sonhos inocentemente enquanto o mundo fica estático na frente da TV nos observando e pensando que a vida pode ser assim. Mas a vida é assim! Apenas corra atrás das suas asas.
Neste momento meu corpo é a gaiola que prende a minha alma. Este corpo, que me segura, faz eu lembrar que estou vivo de alguma forma. Este corpo estranho que me prende, ajuda a embaralhar ainda mais a minha mente. Ele é o instrumento que faz eu sentir fisicamente coisas que meu coração não pode transmitir. É estranho… O coração não tem sentimentos, mas ele deixa impiedosamente eu sentir o estômago embrulhado.
Sozinho, no meu canto, eu não faço mal a ninguém (ao menos é o que eu acredito).
Novamente sentado na minha cama emprestada, esperando o tempo passar e fazer com que meu olhos pesem a ponto de eu conseguir dormir os mesmos ciclos de 15 minutos. Eu li na última revista Natureza Planeta onde dizem que alguns animais não sentem a necessidade de dormir por mais de 6 horas por dia. Eu sou um desses animais. Dormir, pra mim, é perda de tempo. Cada dia que eu levanto cedo aproveito mais a vida. Essa vida única, o tempo que nunca irá voltar. Me arrependo de todas as vezes que eu dormi até o meio-dia nos feriados prolongados, das tardes perdidas de forma estática em cima de alguma cama ou de algum sofá. Preciso aproveitar cada batimento cardíaco como se fosse o último. Um dia eu vou voltar para casa, não a minha casa material, mas a casa para o qual todos nós iremos algum dia. O único lugar que eu poderei finalmente chamar de lar. Onde rostos familiares não pareçam mais estranhos. Onde eu possa pedir um conselho sem levar uma facada pelas costas posteriormente. Onde eu possa chorar e que alguém venha simplesmente acariciar meu cabelo, sem questionar nada, apenas secando as lágrimas que dali a alguns minutos não estarão mais rolando.
De onde nós viemos? De onde surgiu o cosmos? Hoje eu sei que, se eu quiser fazer algo do zero, precisarei primeiro inventar o universo. Então inventar os sistemas solares, os planetas, a água, a vida que provém dela, deixar que a vida evolua e traga um ser que complete o meu ser, para que então possa satisfazer o desejo simples de sentir o calor de uma outra alma. Será que eu preciso realmente inventar o universo e fazer tudo isso quando algum ser superior já o fez e entregou de bandeja? Mas junto com tudo isso vieram outras matérias, e uma delas servirá para apagar todos os pensamentos que eu estou tendo nesse exato momento. Coisas que eu não quero pensar, mas que acontecem por instinto. Eu sonho coisas que eu não quero mais. Tenho sonhos de um mundo completamente diferente onde pessoas não tentam interferir em nada. Eu tive um sonho onde apenas eu e mais seres vivos da mesma espécie estávamos no mesmo quarto com paredes brancas e uma cama grande no meio com outras pequenas perto, sorrisos nos lábios, respiração profunda, que se inverteram ao acordar.
Delírios de uma mente insana?
De uma mente dominada pela incerteza?
De uma mente que não sabe mais diferenciar o certo do errado?
Por quê não?
Eu desisti de me entender.
E espero que todos ao meu redor façam o mesmo.
What have I done to be the son to an angel?
What have I done, to be worthy?
What? God… Tell me what?
Right into
The tiny little hole
That bleeds
I see a shiny light of hope
Over the edge of the world
Corrente de um amigo do bem
E-mail do meu tio Vitor:
“Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e em um determinado ponto da viagem, discutiram e um deu uma bofetada no outro.
O outro, ofendido, sem nada poder fazer, escreveu na areia:
“Hoje, o meu melhor amigo deu-me uma bofetada no rosto.”
Seguiram adiante e chegaram a um oásis onde resolveram tomar banho.
O que havia sido esbofeteado e magoado começou a afogar-se, sendo salvo pelo amigo. Ao recuperar-se, pegou um canivete e escreveu numa pedra:
“Hoje, o meu melhor amigo salvou a minha vida.”
O outro amigo perguntou:
- Por que é que, depois que te magoei, escreveste na areia e agora, escreves na pedra?
Sorrindo, o outro amigo respondeu:
- Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever onde o vento do esquecimento e o perdão se encarreguem de apagar a lembrança. Por outro lado, quando nos acontece algo bom e grandioso, devemos gravar isso na pedra da memória do coração, onde vento nenhum em todo o mundo jamais o poderá apagar.
Só é necessário um minuto para que simpatizes com alguém, uma hora para gostares de alguém, um dia para querer bem a alguém, mas é preciso de toda uma vida para que possas esquecê-lo.”
Se essa mensagem tivesse vindo embutida num arquivo do Power Point, eu não teria lido.
Ainda bem!
Escrito às 22:43 | Link |
1 Comentário »
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definitivamente vc anda “mórbido”….
adorei a mensagem do seu tio Vítor..
e o resto.. bem eu li.. mas como vc pediu.. nao tentei entender..
beijos
Comment por Mosana — 27 de abril de 2006 @ 09:27