Eu tenho acompanhado o sofrimento que está sendo a compra dos ingressos pro show do U2. Assim como mês passado tivemos o Dia Nacional do F5, em que todo mundo passou o dia naquele site de vendas de ingressos medonho recarregando a página pra ver se o erro sumia, agora teremos o Dia Nacional do Tututu, em que o pessoal vai ligar e só vai dar ocupado. A Dari, a pessoa mais fanática por U2 que eu conheço, já está começando a desistir. Ela foi pra São Paulo pra ficar na fila e não teve venda de ingressos. Esse é um bom motivo pra abrir um processo contra a empresa que está trazendo a Vertigo Tour 06 pra cá.
Conversando com ela ontem eu lembrei de todo o ‘sofrimento’ que foi pra eu ver o show do Nine Inch Nails.
Pra começar, conseguimos que o Bruno comprasse nossos ingressos numa fila enorme que durou… 15 minutos. Conseguiu comprar os dois com preço de estudante, ou seja, metade do preço. Isso que nós deixamos pra comprar na última hora, porque os ingressos ainda não estavam bem definidos, também porque não tínhamos postos de vendas por todo o Brasil.
Depois foi marcar a viagem. Eu consegui uma semana de folga no serviço, a Aline estava de férias, então podemos zarpar daqui numa quinta, quase meia noite, e chegar lá por volta da 1:30 da manhã. Como o carro da mãe do Oswaldo tinha estragado, teve que pedir pra um amigo ir nos buscar com ele. Pessoas que eu não tenho palavras pra descrever, assim como todos os que eu conheci nessa primeira viagem para São Paulo.
Chegamos na casa dele e fomos recepcionados pelo Buddy, um Lhasa Apso muito foda. Cachorro dessa raça eu só conhecia o Floquinho.
No outro dia fizemos uma city-tour com o André, primo do Oswaldo. Conhecemos alguns pontos turísticos da Cidade dos Negócios, não consegui tirar fotos dos tiozinhos fazendo yakisoba na rua nem do churrasquinho grêgo (que me deu ânsia de vômito). Pela tardinha passamos na v6. Eu, Sonho, Bruno, Aline e Oswaldo ficamos falando merda por uma hora. Ainda apareceu o Estevam com a sandália que ele ganhou pra ir no show da Claro, que fofo. Depois ainda rolou barzinho e uma ceva pra liberar a mente para o slogan “Vem pra caixa você também”, entre outros. Mensagem para o celular do Rodrigo: já estou em SP. E finalmente o Caito aparece em casa. O cara é visita também, tem que dar um desconto.
Sábado foi dia pra acordar, tomar banho, não fazer a barba, tomar café cedo e se preparar para encarar uma porrada de shows. Chegamos na casa do André, que é na frente da Chácara do Jockey, meio cedo. Ainda saímos pra comprar a porra do cigarro pro Oswaldo. Fizemos a inspeção em toda a volta da Chácara e não achamos nada. O pior que, a uns 20 metros da casa do André tem um barzinho, lá tinha cigarro, e ninguém notou. Depois achamos o Rodrigo, encontrei a Carol do curso de web do Senac, e resolvemos entrar.
Enquanto estávamos lá fora ainda estava tocando Cachorro Grande. O show do Flamming Lips foi bom, até eu descobrir que a maioria das coisas que rolavam eram playback. Agora tô com a impressão de ter visto um show do Mili Vanilli. Rolou Nação Zumbi, muito bom, Iggy (para muitos o melhor show do evento), e algumas outras coisas até chegar NIN, que não tem como descrever.
Domingo foi dia de descanso. Conhecemos mais alguns parentes do Oswaldo, e meu celular não parava de receber convites para ir pra Atibaia. Ok! Segunda vamos pra Atibaia. De noite fomos comer o famoso “cachorro quente com purê”. Primeira mordida… Segunda mordida… Terceira mordida… BAM!!!!!! Um carro entra na carrocinha de tapioca (acho que era isso) e atropela o tiozinho que tava vendendo. PS: Eu acho que o cara tava com tanta fome que esqueceu do freio. Rumo pra casa! Descansar mais um pouco.
Amanheceu novamente, e nós rumo a Atibaia. O dia inteiro boiando na piscina, pra desestressar. Viagem cansativa… Imagina ter que ficar conhecendo toda a cidade, comendo cachorro quente (pra mim foi sem salsicha, afinal, ninguém nota se o cara não colocar), brincando com o Buddy, vendo TV… Muito cansativo e estressante.
E finalmente, ou infelizmente, a volta pra casa. Ainda fomos pra Tramandaí. Se você ver um dos primeiros posts desse blog, foi exatamente após essa viagem. Foi isso que me inspirou a escrever tudo isso aqui.
The most important of all
Agora quero lembrar de duas pessoas que eu deixei de fora durante esse post todo: a mãe e a avó do Oswaldo.
Elas fizeram eu e a Aline nos sentir mais de casa do que somos na nossa própria casa. Sempre escutei falarem que o povo de SP não era hospitaleiro e tal, e tudo isso foi por água abaixo. E não é a verdade.
A intensão inicial era apenas ver um show, e acabamos fazendo novas amizades e fortalecendo outras que existiam apenas virtualmente. E, entre as novas amizades, estão elas, que fizeram com que toda a viagem fosse 2 ou mais vezes melhor do que poderia ter sido.
E finalmente…
Isso é se divertir! Isso é fazer com que a gente goste mais de tudo. Apesar do show do NIN ser curto (durou 1 hora sendo que, pra mim, parece que passaram apenas 15 minutos), as recordações são muitas. E momentos como esse muitos que querem ir no show do U2, se conseguirem, não vão ter, devido ao nível de stresse e ridicularização ao qual estão sendo submetidos.
NIN é muito maior que U2.
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Porra Mano.
Foi foda demais essa vinda de vcs pra cá…temos que marcar mais baladas desse tipo… foi foda!!!!
Eu que conhecia muito pouco de NIN comecei a gostar mais ainda…. e porra, vc e aline são pessoas que curto pra caralho (na verdade, ja curtia anteriormente)…
Cara, quem diria que amizades vindas de um fórum do Sepultura se tornaria algo tao fodastico.
abraços irmao
Comment by oswaldo — 6 de fevereiro de 2006 @ 11:05