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12 de fevereiro de 2006
Ouvindo: Depeche Mode – Playing The Angel
Faz um tempo que eu venho pensando em colocar aqui os clipes que mudaram a minha maneira de como os clipes devem ser. Legal é ver que tem clipe de todas as décadas que eu vivi, ou seja, não é algo saudosista ou recente, e sim o que vem fazendo a minha cabeça durante toda a minha vida.
And the winner is:
#1: Pink Floyd – Welcome to the Machine – from Wish You Were Here
Eu lembro de quando era pequeno e vi esse clipe pela primeira vez. Era na época do lançamento do filme The Wall, em 1983, e eu sonhei muitas noites com o mar de sangue que toma conta do planeta. A parte que a construção dos desejos dos humanos vai embora é surreal.
#2: Nine Inch Nails – Closer – from The Downward Spiral
Não cheguei a ver esse clipe na MTV. A primeira vez que eu vi foi quando o home video Closure chegou às minhas mãos. Apesar do The Perfect Drug ser excelente, assim como muitos outros clipes do Nine Inch Nails, Closer tem uma temática fantástica. Dirigido por Mark Romanek, que também imortalizou a música Hurt na voz de Johhny Cash, e inspirado na fotografia de Joel-Peter Witkin, pra mim é considerado como o melhor clipe dos anos 90.
#3: Sepultura – Slave New World – from Chaos A.D.
Banda Sepultura de verdade só existe uma: que nasceu em Belo Horizonte e foi catapultada para o mundo com seu metal-brazuca divisor de águas. Sepultura foi a primeira banda que ousou fazer algo diferente do usual “rock+orquestra” que já fizeram na década de 70 e tem gente achando isso inovador até os dias de hoje. Slave New World ainda faz meus olhos brilharem. Eu ainda me sinto no ano de 1994 cada vez que vejo esse vídeo.
#4: Tool – Parabola – from Lateralus
Arte suprema concebida por ninguém menos que Adam Jones, que nas horas vagas ainda é guitarrista. O trabalho em conjunto com a arte única de Alex Grey faz dessa mistura de imagems a princípio sem nexo uma pintura em movimento. Você já notou que não temos nomes para nenhuma escola de arte atual? Isso é bom ou ruim?
#5: Depeche Mode – Walking In My Shoes – from Songs of Faith and Devotion
Um dos melhores clipes que eu vi na MTV. Na época que muitas bandas novas estavam brilhando, como Stone Temple Pilots, Helmet e Nirvana, essa banda antiga que lançara um dos seus piores álbuns segundo a crítica especializada, e pra mim lançara o seu melhor vídeo de todos os tempos. Não acompanho muito a videografia do Depeche Mode. Pode ser que existam vídeos melhores, mas esse me cativou de tal maneira que não vai ter como eu esquecer.
Agora vamos voltar para o serviço…
Later!
Escrito às 19:05 | Link |
11 de fevereiro de 2006
Escutando: Pink Floyd – The Final Cut
3 dias de folga, muita coisa pra fazer
Essa semana, como de praxe, deu problema no serviço e tive quase que virar uma noite trabalhando. Só não digo que virei a noite porque quando cheguei em casa, às 5 da manhã, o Sol ainda não estava dando as caras. Mas, se eu esperasse mais um tempinho, o azul celestial começaria a tomar conta do céu.
Isso fez com que eu não fosse trabalhar na sexta, e me deixou com um feriadão.
The band… Forever
O Cumulus Nimbus existe nas nossas mentes faz uns 2 anos, não sei ao certo, mas as músicas ainda não existem. Depois da saída do Paulo, que acabava nos atrasando porque, como uma banda, queríamos as opiniões de todos. Nunca dava pra juntar os três pra compor. Agora que ele se auto-chutou da banda, as coisas estáo 33,3% mais fáceis.
As letras eu estou fazendo em inglês e português pra ver como é que soam melhor, e a língua estrangeira por enquanto está se saindo melhor.
A primeira música que está quase vendo a luz do dia é The Place Where No One Goes. Falta só terminar o baixo, e vamos mandar pro Maicon fazer a parte da bateria. Ela vai ser umas das músicas mais pesadas dessa primeira demo. Outra, que eu estou trabalhando nesse exato momento, é What I Became, que também vem das muitas coisas que fizemos nesses últimos 2 anos.
Todo mundo sempre fala pra mim “e aí? quando é que vamos ver um show de vocês?”, até já foi criada uma comunidade no Orkut chamada “Eu sou fã do Cumulus Nimbus“. Eu não tenho nada a ver com isso! Blame Aline!
As mutações estão surgindo. Muita coisa está sendo descartada e muita está sendo criada ou recriada durante as gravações. A terceira música é Plastic Bobbles Perfect World será a mais pesada, porque vem de uma demo que eu fiz pra um projeto com o Weliton que acabou morrendo, que seria um industrial pesado e sujo. Nós tocamos ela antes de ter a letra em alguns ensaios, e nos divertimos muito. Então por quê não gravá-la?
Queremos que a demo tenha 6 músicas. O nome ainda permanece Kill the Human Being, que pra mim é o título perfeito para o tipo de letras que temos. A capa também está na minha mente faz um bom tempo, já conversei com o Daniel pra desenvolver a arte. Ele topou na boa. Por falar nisso eu coloquei uma montagem dele no Christianismo. Algo muito foda. Não deixe de ver e dar a sua opinião.
As coisas vão se encaixando, os temas vão tomando forma, algo bom está vindo.
Que tal um festival?
Outra idéia que corrói meu pobre cérebro já faz muito tempo é a de montar um festival só com bandas de amigos. Conheço bastante gente que toca, e coisas de vários estilos. Eu acho massa juntar desde o progressivo até o death metal. Todo mundo num mesmo lugar curtindo culturas diferentes. Isso sim é um festival de verdade.
Se tudo o que eu imagino se tornasse verdade…
Escrito às 19:13 | Link |
8 de fevereiro de 2006
Escutando: The Cure – Bloodflowers
MOUSE PEAD + ABRAÇADEIRAS + SWEETCH + ESTENÇÃO = TI-BR
No more for today.
Love,
Chris
Escrito às 11:37 | Link |
4 de fevereiro de 2006
Eu tenho acompanhado o sofrimento que está sendo a compra dos ingressos pro show do U2. Assim como mês passado tivemos o Dia Nacional do F5, em que todo mundo passou o dia naquele site de vendas de ingressos medonho recarregando a página pra ver se o erro sumia, agora teremos o Dia Nacional do Tututu, em que o pessoal vai ligar e só vai dar ocupado. A Dari, a pessoa mais fanática por U2 que eu conheço, já está começando a desistir. Ela foi pra São Paulo pra ficar na fila e não teve venda de ingressos. Esse é um bom motivo pra abrir um processo contra a empresa que está trazendo a Vertigo Tour 06 pra cá.
Conversando com ela ontem eu lembrei de todo o ’sofrimento’ que foi pra eu ver o show do Nine Inch Nails.
Pra começar, conseguimos que o Bruno comprasse nossos ingressos numa fila enorme que durou… 15 minutos. Conseguiu comprar os dois com preço de estudante, ou seja, metade do preço. Isso que nós deixamos pra comprar na última hora, porque os ingressos ainda não estavam bem definidos, também porque não tínhamos postos de vendas por todo o Brasil.
Depois foi marcar a viagem. Eu consegui uma semana de folga no serviço, a Aline estava de férias, então podemos zarpar daqui numa quinta, quase meia noite, e chegar lá por volta da 1:30 da manhã. Como o carro da mãe do Oswaldo tinha estragado, teve que pedir pra um amigo ir nos buscar com ele. Pessoas que eu não tenho palavras pra descrever, assim como todos os que eu conheci nessa primeira viagem para São Paulo.
Chegamos na casa dele e fomos recepcionados pelo Buddy, um Lhasa Apso muito foda. Cachorro dessa raça eu só conhecia o Floquinho.
No outro dia fizemos uma city-tour com o André, primo do Oswaldo. Conhecemos alguns pontos turísticos da Cidade dos Negócios, não consegui tirar fotos dos tiozinhos fazendo yakisoba na rua nem do churrasquinho grêgo (que me deu ânsia de vômito). Pela tardinha passamos na v6. Eu, Sonho, Bruno, Aline e Oswaldo ficamos falando merda por uma hora. Ainda apareceu o Estevam com a sandália que ele ganhou pra ir no show da Claro, que fofo. Depois ainda rolou barzinho e uma ceva pra liberar a mente para o slogan “Vem pra caixa você também”, entre outros. Mensagem para o celular do Rodrigo: já estou em SP. E finalmente o Caito aparece em casa. O cara é visita também, tem que dar um desconto.
Sábado foi dia pra acordar, tomar banho, não fazer a barba, tomar café cedo e se preparar para encarar uma porrada de shows. Chegamos na casa do André, que é na frente da Chácara do Jockey, meio cedo. Ainda saímos pra comprar a porra do cigarro pro Oswaldo. Fizemos a inspeção em toda a volta da Chácara e não achamos nada. O pior que, a uns 20 metros da casa do André tem um barzinho, lá tinha cigarro, e ninguém notou. Depois achamos o Rodrigo, encontrei a Carol do curso de web do Senac, e resolvemos entrar.
Enquanto estávamos lá fora ainda estava tocando Cachorro Grande. O show do Flamming Lips foi bom, até eu descobrir que a maioria das coisas que rolavam eram playback. Agora tô com a impressão de ter visto um show do Mili Vanilli. Rolou Nação Zumbi, muito bom, Iggy (para muitos o melhor show do evento), e algumas outras coisas até chegar NIN, que não tem como descrever.
Domingo foi dia de descanso. Conhecemos mais alguns parentes do Oswaldo, e meu celular não parava de receber convites para ir pra Atibaia. Ok! Segunda vamos pra Atibaia. De noite fomos comer o famoso “cachorro quente com purê”. Primeira mordida… Segunda mordida… Terceira mordida… BAM!!!!!! Um carro entra na carrocinha de tapioca (acho que era isso) e atropela o tiozinho que tava vendendo. PS: Eu acho que o cara tava com tanta fome que esqueceu do freio. Rumo pra casa! Descansar mais um pouco.
Amanheceu novamente, e nós rumo a Atibaia. O dia inteiro boiando na piscina, pra desestressar. Viagem cansativa… Imagina ter que ficar conhecendo toda a cidade, comendo cachorro quente (pra mim foi sem salsicha, afinal, ninguém nota se o cara não colocar), brincando com o Buddy, vendo TV… Muito cansativo e estressante.
E finalmente, ou infelizmente, a volta pra casa. Ainda fomos pra Tramandaí. Se você ver um dos primeiros posts desse blog, foi exatamente após essa viagem. Foi isso que me inspirou a escrever tudo isso aqui.
The most important of all
Agora quero lembrar de duas pessoas que eu deixei de fora durante esse post todo: a mãe e a avó do Oswaldo.
Elas fizeram eu e a Aline nos sentir mais de casa do que somos na nossa própria casa. Sempre escutei falarem que o povo de SP não era hospitaleiro e tal, e tudo isso foi por água abaixo. E não é a verdade.
A intensão inicial era apenas ver um show, e acabamos fazendo novas amizades e fortalecendo outras que existiam apenas virtualmente. E, entre as novas amizades, estão elas, que fizeram com que toda a viagem fosse 2 ou mais vezes melhor do que poderia ter sido.
E finalmente…
Isso é se divertir! Isso é fazer com que a gente goste mais de tudo. Apesar do show do NIN ser curto (durou 1 hora sendo que, pra mim, parece que passaram apenas 15 minutos), as recordações são muitas. E momentos como esse muitos que querem ir no show do U2, se conseguirem, não vão ter, devido ao nível de stresse e ridicularização ao qual estão sendo submetidos.
NIN é muito maior que U2.
Escrito às 09:24 | Link |